Por falta de provas, México liberta ativista acusado de matar cinegrafista dos EUA
Por falta de provas, México liberta ativista acusado de matar cinegrafista dos EUA
Na última quinta-feira (18), a Justiça do México libertou o ativista Juan Manuel Martínez Moreno, preso desde o ano passado como suspeito do assassinato do cinegrafista norte-americano Brad Will, da agência Indymedia, em 2006, na cidade de Oaxaca. A organização Repórteres Sem Fronteira (RSF) informa que Moreno foi preso por engano e libertado por falta de evidências.
Moreno participava de uma série de protestos da Assembleia Popular de Oaxaca contra o governo local em 2006. Will era simpatizante dos protestos e filmava as manifestações quando foi baleado em 27 de outubro daquele ano.
"Eu fui injustamente privado de minha liberdade", declarou Moreno a jornalistas locais."Isso evidencia que cometeu esse assassinato, mas aqueles responsáveis pelo crime estão sob proteção do governo local", acusou o ativista.
Após a soltura do ativista, a RSF declarou que o episódio demonstra a incompetência ou cumplicidade das autoridades locais e federais em tempos em que a liberdade de imprensa no México está sob ameaça, o que o tornou o país mais perigoso para jornalistas no continente.
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