Políticos, entidades e veículos condenam suspensão de jornalistas do Twitter

Veículos de comunicação, entidades de defesa da liberdade de imprensa e lideranças políticas reagiram nesta sexta-feira (16 dez/22) à suspensão das contas de jornalistas norte-americanos do Twitter.

Atualizado em 16/12/2022 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.


Sem apresentar provas, o bilionário Elon Musk, dono da plataforma, acusou os jornalistas cujos perfis foram suspensos de compartilhar informações privadas sobre seu paradeiro, prática conhecida como doxing. Crédito: Reprodução Musk acusou sem provas jornalistas de postarem sua localização em tempo real Entre os profissionais de imprensa suspensos do Twitter estão colaboradores de veículos como a CNN, New York Times, Washington Post e jornalistas independentes. Parte dos profissionais cobre tecnologia e vinha condenando as mudanças na política de controle de conteúdo do Twitter ocorridas após a compra da rede por Musk.

Comissão Europeia

Vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova disse que o Twitter vai sofrer sanções. Na mesma linha, o ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que a "liberdade de imprensa não deve ser ligada e desligada à vontade". "É por isso que temos um problema com o Twitter."
Ministro da Transição Digital da França, Jean-Noël Barrot, disse na mesma rede social que estava "angustiado com a guinada que Elon Musk está dando no Twitter".
Em comunicado, a CNN disse que a suspensão "impulsiva e injustificável" dos jornalistas do Twitter, "é perturbadora, mas não surpreendente". Já o New York Times exigiu o fim da suspensão das contas e uma explicação para a medida.
Na quarta-feira (14 dez/22), Musk tuitou que um um de seus filhos foi seguido por "um perseguidor maluco" e que iria processar o responsável os responsáveis pela conta @ElonJet, que foi suspensa e postava informações em tempo real sobre a localização do avião particular de Musk.
Musk comprou o Twitter em outubro por US$ 44 bilhões. Em nome da liberdade de expressão, ele restaurou contas banidas por quebrar as regras da rede social, incluindo a do ex-presidente americano Donald Trump.