Política sem herói, filme sem Oscar - Por Rhudy Crysthian/Faculdades Alfa/GO

Política sem herói, filme sem Oscar - Por Rhudy Crysthian/Faculdades Alfa/GO

Atualizado em 30/08/2005 às 14:08, por Rhudy Crysthian e  estudante das Faculdades Alfa/GO.

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Era uma vez um herói que se chamava Lula; que parece ate conto de fadas, e é mesmo, quero dizer, foi, porque o herói salvador desapareceu, e deu lugar ao homem comum, corruptível vendável como todos os outros, porém com ele desapareceu também a esperança e a confiança política que o brasileiro teimosamente persistia em ter.

Eu já desisti de entender como funciona a política nacional, depois de tanto escândalo, promessas não cumpridas, projetos e reformas que atrapalham mais do que resolvem, enfim uma gama de decepções sucessivas que me fizeram de uma vez por todas dizer, com disse Claúdio Abramo: "Good by all that".Adeus mesmo, para tudo que diz respeito à política interna, máquina administrativa, macro e micro economia.

Estou pegando minhas malas, minhas idéias, sugestões e tentativas de mudanças e migrando para outra área mais dinâmica e menos suja da vida social, ainda não sei qual. Não quero ser como os outros, que passaram a vida esperando, com pipoca nas mãos, quando no fim o herói levanta das cinzas e salva a todos, com sua ultima tentativa inesperada. Sou mais realista, sendo que cada um é por si, ou todos contra todos, no Brasil não faz diferença, assim saio do cinema com o restante da minha pipoca e sem ver o fim do filme.

Corrupções, acordos sórdidos, trafico de influência e de outras coisas, manipulação é tudo que eu tenho visto nesse filme. Podem dizer que é covardia minha, mas não é esse o motivo da minha retirada precoce é simplesmente desilusão. Acordar de manhã e ver que a taxa de juros não abaixou, o desemprego bate à porta, março é mês do leão e carnaval só ano que vem, é de fazer qualquer sonho cinematográfico ir para nas cucuias.

Certamente um final feliz virá, mas não para você nem para mim, ou para a classe media brasileira, que de tão media virou econômica, com suas casas financiadas pela Caixa à prestações a perder de vista, que serão pagas ate a terceira geração, Deus sabe lá como, se e que alguém ainda acredita nele, e seus Wolksvagem Flex Powers parados na garagem porque o combustível subiu mais uma vez. Então saio do cinema, ainda com minha pipoca, de volta para realidade, há vou de ônibus.