Polifonia diplomática

Polifonia diplomática

Atualizado em 07/04/2010 às 14:04, por por Cristina Palmeira e  colaboração de Estrasburgo (França).


O sublime prédio de formas arrojadas da sede do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, parece uma visão pós-moderna da torre de Babel. Ora, a instituição reúne 736 deputados de 27 nações diferentes, representando um contingente superior a 500 milhões de cidadãos. Essa proliferação de línguas permite, por exemplo, na hora do cafezinho, mais de 500 combinações diferentes de idiomas. Neste início de ano, por exemplo, do púlpito ouviram-se muitos discursos em russo (condenando ações militares da Rússia na Geórgia) e grego (por conta da crise econômica que tomou o país), além de espanhol, francês e inglês, sempre recorrentes. Um pequeno erro de interpretação entre o português, o alemão e o inglês gerou mal-estar recente, quando um comunicado deu a entender que o Fundo de Solidariedade Europeu daria 48 milhões de euros para auxiliar na recuperação da Ilha da Madeira, que sofreu com fortes chuvas em fevereiro. Em meio a tal burburinho linguístico, qual a estratégia que o serviço de comunicação lança mão para driblar eventuais ruídos idiomáticos?

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