Policial militar é condenado por ameaçar jornalista em manifestação
Crime aconteceu, em 2017, durante manifestação na Esplanada dos Ministérios
Atualizado em 27/08/2019 às 08:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
O policial militar Raimundo José Vilanova de Souza foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios a 30 dias de detenção em regime aberto, pena convertida a um ano de prestação de serviços comunitários, por ter ameaçado o repórter fotográfico André Augustus Coelho Cardoso durante uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em 24 de maior de 2017.
Crédito:Joedson Alves, da agência EFE Na ocasião, André Coelho, do jornal O Globo, flagrou policiais sacando as armas para tentar conter os manifestantes. Apesar de a vítima ter se identificado como jornalista, o policial disparou um tiro em direção ao chão, próximo ao pé do jornalista. Em seguida, chutou o fotógrafo e tentou impedir outro fotógrafo de registrar a agressão.
"Ao perceber que o PM vinha armado na minha direção, só me restou gritar: ‘Sou jornalista, sou jornalista!’ Não adiantou muito. Ele respondeu se aproximando e dando um disparo em direção ao chão, perto de mim. Não satisfeito, me chutou. Atingiu minha perna. Ainda fora do controle, o policial partiu para cima de Joedson [Alves, da agência EFE] dando um tapa na câmera dele”, contou Coelho, na época.
Crédito:Joedson Alves, da agência EFE
De acordo com a sentença, “a dinâmica dos fatos, evidenciada pelas imagens registradas no local, não levaria o policial médio a supor que estaria diante de uma agressão iminente a justificar o disparo de arma de fogo. […] Naquelas circunstâncias, se havia risco para a integridade física do jornalista, incumbia ao militar orientá-lo, por comando de voz, a sair da zona de conflito e se abrigar em local seguro, sem a menor necessidade de usar força física ou efetuar disparo de advertência”.
Crédito:Joedson Alves, da agência EFE Na ocasião, André Coelho, do jornal O Globo, flagrou policiais sacando as armas para tentar conter os manifestantes. Apesar de a vítima ter se identificado como jornalista, o policial disparou um tiro em direção ao chão, próximo ao pé do jornalista. Em seguida, chutou o fotógrafo e tentou impedir outro fotógrafo de registrar a agressão.
"Ao perceber que o PM vinha armado na minha direção, só me restou gritar: ‘Sou jornalista, sou jornalista!’ Não adiantou muito. Ele respondeu se aproximando e dando um disparo em direção ao chão, perto de mim. Não satisfeito, me chutou. Atingiu minha perna. Ainda fora do controle, o policial partiu para cima de Joedson [Alves, da agência EFE] dando um tapa na câmera dele”, contou Coelho, na época.
Crédito:Joedson Alves, da agência EFE
De acordo com a sentença, “a dinâmica dos fatos, evidenciada pelas imagens registradas no local, não levaria o policial médio a supor que estaria diante de uma agressão iminente a justificar o disparo de arma de fogo. […] Naquelas circunstâncias, se havia risco para a integridade física do jornalista, incumbia ao militar orientá-lo, por comando de voz, a sair da zona de conflito e se abrigar em local seguro, sem a menor necessidade de usar força física ou efetuar disparo de advertência”.





