Policiais proíbem imprensa de registrar reconstituição de crime no interior de SP
Policiais barraram utilização de câmeras e celulares
Atualizado em 21/08/2014 às 13:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quarta-feira (20/8), os veículos que cobriam a reconstituição da morte da atriz Luana Barbosa, em Presidente Prudente (SP), foram proibidos de registrar a versão do cabo Marcelo Coelho.
De acordo com o G1, o tiro partiu da arma do cabo durante uma blitz na Avenida Joaquim Constantino, no dia 27 de junho deste ano. No momento em que o policial iniciou sua versão, a imprensa foi impedida de tirar fotos ou fazer gravações.
O delegado responsável pelo caso, Matheus Nagano, alegou que a medida foi tomada a pedido de Coelho e que houve um acordo entre as partes. No entanto, o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Julio César Fernandes Neves, criticou a Polícia Civil e Militar pelo ato.
“Eles [a polícia] não deveriam ter feito isso, até mesmo para deixar claro a lisura da polícia. A melhor conduta era que deixassem que a imprensa acompanhasse a reconstituição completa, sem nenhum tipo de proibição, para que fosse legitimada a ação para a própria sociedade civil”, explicou.
O caso
A atriz de 25 anos foi atingida pelo disparo na Avenida Joaquim Constantino. Segundo o depoimento do policial acusado, o tiro foi acidental e ocorreu após o capacete do condutor atingir sua mão durante a abordagem. Já Felipe Barros, namorado de Luana, disse ter furado o bloqueio por estar com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa, e que a moto apresentou problemas mecânicos.
O policial foi preso e encaminhado a um presídio militar, mas foi libertado depois da concessão de liberdade provisória. O G1 e a TV Fronteira conseguiram acesso aos laudos da Polícia Científica. O documento aponta uma marca recente no capacete usado por Barros que, segundo análise, é compatível à coronha da arma. Outra imagem mostra a pistola de Coelho com a cápsula do projétil presa, o que condiz com a versão do policial.
De acordo com o G1, o tiro partiu da arma do cabo durante uma blitz na Avenida Joaquim Constantino, no dia 27 de junho deste ano. No momento em que o policial iniciou sua versão, a imprensa foi impedida de tirar fotos ou fazer gravações.
O delegado responsável pelo caso, Matheus Nagano, alegou que a medida foi tomada a pedido de Coelho e que houve um acordo entre as partes. No entanto, o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Julio César Fernandes Neves, criticou a Polícia Civil e Militar pelo ato.
“Eles [a polícia] não deveriam ter feito isso, até mesmo para deixar claro a lisura da polícia. A melhor conduta era que deixassem que a imprensa acompanhasse a reconstituição completa, sem nenhum tipo de proibição, para que fosse legitimada a ação para a própria sociedade civil”, explicou.
O caso
A atriz de 25 anos foi atingida pelo disparo na Avenida Joaquim Constantino. Segundo o depoimento do policial acusado, o tiro foi acidental e ocorreu após o capacete do condutor atingir sua mão durante a abordagem. Já Felipe Barros, namorado de Luana, disse ter furado o bloqueio por estar com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa, e que a moto apresentou problemas mecânicos.
O policial foi preso e encaminhado a um presídio militar, mas foi libertado depois da concessão de liberdade provisória. O G1 e a TV Fronteira conseguiram acesso aos laudos da Polícia Científica. O documento aponta uma marca recente no capacete usado por Barros que, segundo análise, é compatível à coronha da arma. Outra imagem mostra a pistola de Coelho com a cápsula do projétil presa, o que condiz com a versão do policial.





