Policiais grevistas ameaçam repórteres em MG; Fenaj e Sindicato reagem
Repórter e cinegrafistas foram expulsos da manifestação enquanto trabalhavam
Atualizado em 22/02/2022 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Uma equipe da Rede Globo foi constrangida e expulsa do protesto organizado por policiais e bombeiros em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Segundo nota de repúdio divulgada pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) em conjunto com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), jornalista e repórter cinematográfico foram ofendidos, ameaçados e perseguidos, até serem expulsos por parte dos manifestantes.
"É necessário que autoridades tomem providencias para garantir a liberdade de imprensa", alertam as entidades. Segundo Relatório Anual da Fenaj, em 2021, o número de agressões a jornalistas e veículos de comunicação bateu recorde: em todo ano, foram 430 casos. Crédito:Reprodução
Registros de expulsão da equipe do protesto foram feitos pelos próprios manifestantes Fenaj e Sindicato reiteram ainda a importância de movimentos por reposição salarial, mas pontuam que é papel dos profissionais informar a sociedade.
"Cabe ressaltar que a reivindicação por reposição salarial é um direito de todos os trabalhadores, sejam da segurança pública, da educação, da imprensa, da saúde. E é papel do jornalismo apurar e noticiar tais manifestações, para informar a sociedade", diz a nota.
"Assim, não é surpresa que justo no protesto de policiais e bombeiros, categorias que compõem boa parte do eleitorado de Bolsonaro, a violência contra jornalistas seja reproduzida, como sempre ocorreu em manifestações favoráveis ao presidente.E a maior contradição está no fato de tais categorias apoiarem um presidente e um governador, Romeu Zema (Novo), que mais retiraram direitos da classe trabalhadora. O governador de MG, por exemplo, não paga o piso salarial dos professores do Estado."
Bolsonaro foi o maior responsável pelos ataques à imprensa, segundo a Fenaj, com 147 casos (34,19% do total), sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa e 18 de agresssões verbais.
O SJPMG e a Fenaj afirmam que "não se calarão diante das violências e restrições ao trabalho da imprensa, pois elas configuram uma das mais sérias ameaças à democracia. Jornalistas de Minas e do Brasil exigem respeito ao seu trabalho, à Constituição, à liberdade de imprensa e ao livre exercício profissional dos jornalistas."
Segundo nota de repúdio divulgada pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) em conjunto com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), jornalista e repórter cinematográfico foram ofendidos, ameaçados e perseguidos, até serem expulsos por parte dos manifestantes.
"É necessário que autoridades tomem providencias para garantir a liberdade de imprensa", alertam as entidades. Segundo Relatório Anual da Fenaj, em 2021, o número de agressões a jornalistas e veículos de comunicação bateu recorde: em todo ano, foram 430 casos. Crédito:Reprodução
Registros de expulsão da equipe do protesto foram feitos pelos próprios manifestantes Fenaj e Sindicato reiteram ainda a importância de movimentos por reposição salarial, mas pontuam que é papel dos profissionais informar a sociedade. "Cabe ressaltar que a reivindicação por reposição salarial é um direito de todos os trabalhadores, sejam da segurança pública, da educação, da imprensa, da saúde. E é papel do jornalismo apurar e noticiar tais manifestações, para informar a sociedade", diz a nota.
"Assim, não é surpresa que justo no protesto de policiais e bombeiros, categorias que compõem boa parte do eleitorado de Bolsonaro, a violência contra jornalistas seja reproduzida, como sempre ocorreu em manifestações favoráveis ao presidente.E a maior contradição está no fato de tais categorias apoiarem um presidente e um governador, Romeu Zema (Novo), que mais retiraram direitos da classe trabalhadora. O governador de MG, por exemplo, não paga o piso salarial dos professores do Estado."
Bolsonaro foi o maior responsável pelos ataques à imprensa, segundo a Fenaj, com 147 casos (34,19% do total), sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa e 18 de agresssões verbais.
O SJPMG e a Fenaj afirmam que "não se calarão diante das violências e restrições ao trabalho da imprensa, pois elas configuram uma das mais sérias ameaças à democracia. Jornalistas de Minas e do Brasil exigem respeito ao seu trabalho, à Constituição, à liberdade de imprensa e ao livre exercício profissional dos jornalistas."





