Polícia turca invade prédio de grupo de mídia após críticas de veículos ao governo

Na manhã desta terça-feira (1º/9), a polícia da Turquia invadiu as redações dos jornais Bugun eMillet, além da emissora

Atualizado em 01/09/2015 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Na manhã desta terça-feira (1º/9), a polícia da invadiu as redações dos jornais Bugun e Millet , além da emissora da TV Kanalturk, pertencentes ao grupo Koza-Ipek. Os veículos são conhecidos por serem os únicos a criticar o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Crédito:Reprodução Grupo de mídia foi invadido por criticar o presidente turco
Segundo a AFP, o governo turco acusa o grupo de mídia de manter relações com Fethullah Gulen, inimigo declarado de Erdogan. O presidente acusa o rival de "terrorismo e atentado ao seu cargo presidencial".

Agências de notícias da Turquia afirmam que a invasão foi autorizada após o Bugun noticiar que o governo turco teria enviado armas ao Estado Islâmico. "Recentemente a Turquia vem ganhando um sistema muito autoritário e Bugun era um dos poucos jornais que ainda conseguia criticar o governo. É provável que o governo paralise as atividades do grupo antes das eleições parlamentares que devem acontecer no dia 1° de novembro de 2015".

O periódico Sozcu , que também faz parte do Koza-Ipek, publicou nesta terça (1º/9) um comunicado criticando a ação do presidente Erdogan. "As ações gerenciadas por Erdogan visam intimidar os jornalistas turcos para, enfim, destruir a liberdade de pensamento e expressão na Turquia. Além dos profissionais de imprensa, os membros do judiciário estão sendo bastante pressionados pelo governo para levarem em consideração queixas infundadas apresentadas pelo presidente".