Polícia russa liberta jornalista brasileiro detido por não ter visto de trabalho

Polícia russa liberta jornalista brasileiro detido por não ter visto de trabalho

Atualizado em 02/02/2011 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Solly Boussidan
O jornalista brasileiro freelancer Solly Harold Boussidan, colaborador de O Estado de S. Paulo e que foi detido na Rússia na última sexta-feira (28), foi libertado pelas autoridades na terça (01/02). Boussidan foi preso sob alegação de exercer a profissão de jornalista no país sem ter autorização.

De acordo com o Portal Terra, o freelancer havia ido à prefeitura da cidade russa de Sochi para se informar sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Ao ser questionado sobre seu credenciamento, o brasileiro alegou que tinha entrado na Rússia com visto de turista, mas que informou a imigração sobre sua profissão.

Após sua detenção, o brasileiro foi sentenciado a ficar até dez dias na prisão para aguardar a sua deportação. O jornalista declarou que, durante o período em que ficou no centro de retenção de estrangeiros, na Geórgia, não pode tomar banho - pois não havia toalhas - e que recebia alimentação apenas uma vez ao dia.

"O juiz não levou em consideração o fato de que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia se disponibilizou a emitir o credenciamento necessário. Foi uma decisão injusta e totalmente arbitrária, porque não há grandes esforços para conseguir essa autorização", disse Boussidan. A libertação do brasileiro, que ficaria detido até a próxima segunda (07), foi agilizada pelo ministro das Relações Exteriores de Abkházia, região separatista da Rússia, que se disponibilizou a recebê-lo.

Atualmente, o freelancer encontra dificuldades para voltar ao Brasil, já que não pode mais retornar à Rússia. "O problema é que é proibido entrar na Geórgia pela Abkházia quando você vem da Rússia. Estou numa espécie de limbo. Amanhã o meu futuro será decidido", informou.

Questionado sobre a situação do brasileiro, o Itamaraty explicou que a lei russa "diz que, se a pessoa vai trabalhar como jornalista, ela tem que ter um visto específico para isso". O órgão, porém, ressaltou que a embaixada do Brasil na Rússia "ainda vai tentar pleitear uma revisão da decisão do magistrado russo que determinou a sua deportação."

Leia mais

-
-