Polícia prende acusado de torturar jornalistas de O Dia e identifica líder do grupo
Polícia prende acusado de torturar jornalistas de O Dia e identifica líder do grupo
Polícia prende acusado de torturar jornalistas de O Dia e identifica líder do grupo
Nesta quarta-feira (04), a assessoria de comunicação da chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou a prisão de Davi Liberato de Araújo, 32 anos, um dos milicianos da favela do Batan, em Realengo, na zona oeste da capital carioca. Ele é apontado como um dos torturadores da equipe de reportagem do jornal O Dia e de um morador da favela.
Araújo, número dois na hierarquia do bando, é um interno que cumpre pena de sete anos em regime semi-aberto no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo de Bangu, Zona Oeste. Ele foi apresentado à imprensa, em entrevista coletiva, no final da tarde desta quarta-feira (04), pelo delegado Cláudio Ferraz, que investiga o caso.
Conhecido como "Águia", o número um da quadrilha foi identificado como sendo Odinei Fernando da Silva, 35 anos, um policial civil envolvido em homicídio. Ex-agente penitenciário, atualmente Silva está lotado na 22ª Delegacia de Polícia (Penha). Ele foi citado em relatório da Anistia Internacional sobre uso de brutalidade no sistema penitenciário, e é considerado foragido.
Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Especiais -Draco/IE - cumpriram, na zona oeste do Rio de Janeiro, quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão contra um inspetor da Polícia Civil, que também estaria envolvido com o caso.
Ferraz afirmou que um político também pode estar envolvido no grupo de segurança clandestina. Ainda não identificado, ele pode ser assessor do deputado estadual Coronel Jairo (PSC), segundo Ferraz.
"No testemunho dos jornalistas, surgiu um homem que se disse assessor do deputado Coronel Jairo. A jornalista disse que reconheceu a voz dele no episódio da tortura porque eles teriam se falado antes", disse o delegado.
Nesta manhã, o deputado estadual Coronel Jairo (PSC) negou, em entrevista à Rádio CBN, envolvimento com a tortura contra a equipe de O Dia . O parlamentar disse que nunca foi à favela e se declarou totalmente contra as milícias.
A polícia ainda não sabe o número de pessoas envolvidas na tortura. Policiais civis que estiveram na favela do Batan afirmaram que moradores disseram que os milicianos capturaram a equipe de reportagem por achar que eles eram traficantes de drogas querendo tomar o comando do local. Entretanto, para o delegado, os milicianos torturaram a equipe em busca de informações, mas não tinham a intenção de matá-los.
Com informações do jornal O Dia
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