Polícia ouve envolvido no caso de cinegrafista ferido; jovem nega ser dono do artefato
Na madrugada deste sábado (8/2), o tatuador Fábio Raposo, de 23 anos, se apresentou à 16ª DP na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e conformou ser o rapaz de bermuda e tatuagem que, nas imagens de TV, aparece ao lado do homem de camiseta cinza que acendeu o rojão, responsável por ferir o cinegrafista da Band, Santiago Andrade, na última quinta-feira (6/2).
Segundo O Estado de S.Paulo , Maurício Luciano de Almeida e Silva, delegado que investiga o caso, contou que no depoimento, Raposo afirmou que estava no protesto quando viu uma pessoa derrubar um artefato no chão. Ele pegou o rojão, mas logo entregou ao rapaz de camiseta cinza, que ele nega conhecer. O tatuador entregou o artefato, que foi aceso pelo desconhecido.
"As imagens deixam claro que ele estava junto com o principal suspeito de ter acendido o rojão, os dois estavam agindo em conjunto. Ele disse que não conhece esse homem, mas não nos convenceu", afirmou o delegado.
Mesmo negando ter levado o rojão à manifestação, Raposo será indiciado pelos mesmos crimes que serão atribuídos à pessoa que acendeu o rojão: explosão e tentativa de homicídio. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.
O tatuador nega conhecer o rapaz a quem deu o rojão. "Ele estava no meio da manifestação, eu até tinha visto porque ele é um cara alto, que chama a atenção. Mas eu fui sozinho, e passei (o rojão) pra ele por acaso."
Delegado não tem dúvidas
Em entrevista à Globo News, o delegado Mauricio Luciano diz que a polícia não tem dúvidas de que o tatuador e o desconhecido, que aparecem juntos em imagens apresentada pela TV Brasil, são autores do crime.
“A TV Brasil mostrou imagens deste crime onde foi possível ver dois indivíduos atuando em conjunto. Um deles, que é o principal suspeito, aparece de costas, suado, correndo e de calça jeans. O segundo elemento só foi revelado nas imagens. Ele está de bermuda preta, tem uma tatuagem na panturrilha. Ao ver suas imagens, ele resolveu se apresentar à 16ª DP para dizer que não teve participação neste crime”, contou.
Para Maurício Luciano, o fato de o rapaz ter se apresentado espontaneamente pode ajudar. No entanto, revela que o depoimento de não ter participado da explosão não convenceu. “Ele disse que não conhecia o segundo elemento, que só entregou o artefato para ele e que não sabia que ele ia deflagrar. Ele vai ser indiciado pelos mesmos crimes daquele que deflagrou o artefato”, explica





