Polícia já tem suspeitos de crime contra jornalista do Ceará
Polícia já tem suspeitos de crime contra jornalista do Ceará
| Reprodução |
| Gilvan Luiz Pereira |
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Monteiro, informou que estão adiantadas as investigações para prender e punir os responsáveis pelo sequestro e agressão do jornalista Gilvan Luiz Pereira, de Juazeiro do Norte.
Segundo o site Ceará Agora, Monteiro afirmou ainda que resolver esse caso é prioridade. "Os delegados, e inclusive o superintendente Luiz Carlos Dantas, foram a Juazeiro colaborar nas investigações".
Ao Portal IMPRENSA, a assessoria do delegado que está auxiliando na apuração, Luiz Carlos Dantas, confirmou que já há suspeitos e pistas que ajudem no esclarecimento do crime, mas todas as informações coletadas ainda estão em sigilo. À reportagem, Dantas afirmou que vários profissionais da polícia do Ceará estão envolvidos no assunto, mas não quis entrar em detalhes sobre o conjunto de provas. As investigações devem ser concluídas no final de junho.
Gilvan Luiz foi sequestrado e agredido por homens encapuzados na noite de 20 de maio. A captura durou apenas 20 minutos, já que a polícia interceptou o carro em que o repórter era levado. Com algumas fraturas, o jornalista ficou cinco dias internado em um hospital de Juazeiro do Norte.
Fundador do jornal Sem Nome , Pereira, 40 anos, escreve artigos críticos sobre a administração do prefeito da cidade, Manoel Raimundo de Santana Neto (PT), acusado de irregularidades administrativas, fraudes em licitações e superfaturamento de obras.
Em 21 de maio, em entrevista ao Portal, Gilvan responsabilizou pelo crime o prefeito de Juazeiro e também o vereador do PSB, Roberto Sampaio, alegando que havia feito uma denúncia sobre sua mulher, que estava recebendo o "Bolsa Família" (auxílio do governo federal para pessoas com baixa renda) sem ter o perfil para isso. O prefeito e o vereador negaram a autoria e disseram que ajudariam no esclareciemento do crime.
Com medo de novas retaliações, Gilvan contou à reportagem nesta quarta-feira (2) que ainda não retornou ao trabalho e que para isso, prefere esperar o fim das investigações. Afirmou também que não recebeu nenhuma ameaça após o sequestro. "O clamor popular em todo o Ceará está ajudando para que as autoridades trabalhem com rapidez no caso".
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