Polícia investiga caso de jornalista do DF que teve foto publicada em post falso na internet
Polícia Civil registrou o caso como "crime praticado pela internet"
Atualizado em 12/05/2015 às 13:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga publicações ofensivas divulgadas no Facebook na última segunda-feira (11/5) com a foto da Raíssa Gomes, de 25 anos, moradora de Brasília (DF). A mensagem foi veiculada em um grupo de compra e venda de produtos em Salvador (BA) e usa uma imagem dela grávida com a mensagem "Vende-se um bebê! R$ 50. Como não achei Cytotec [remédio abortivo proibido no Brasil], eu e minha mulher resolvemos vender a criança".
Crédito:Reprodução Post falso no Facebook usava imagem da jornalista
De acordo com o G1, Raíssa relatou que um amigo que mora em Salvador soube da mensagem e a avisou. "Eu não denunciei no próprio site, justamente para ficar mais tempo e conseguir registrar. Nunca tinha passado por isso na internet", disse.
A imagem foi tirada em 2011 e mostra a jornalista grávida de nove meses. O filho dela completou três anos em novembro passado. Segundo a jornalista, a foto ilustrava um texto de combate ao preconceito, publicado no site de um coletivo de mulheres negras da capital federal.
"Fiz um texto para o site Blogueiras Negras, justamente retratando um caso de racismo que eu sofri porque estava grávida. Acho que ficou no Google, sei lá o que esse povo vai pesquisar. Esse perfil não tem nenhum amigo em comum", relatou.
A , mas a vítima diz identificar elementos de racismo e machismo. A publicação foi excluída do site por volta das 19h. Raíssa chegou a procurar a também jornalista Cristiane Damacena, vítima de ofensas racistas após publicar uma foto no perfil de seu Facebook há duas semanas. O caso dela é investigado pela polícia, pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e pelo Ministério Público do DF.
"Como a Cristiane passou por isso na semana passada, entrei em contato com ela para saber como lidar. Ela falou isso, para tirar os prints, vir na delegacia registrar ocorrência, depois ir no Ministério Público", explicou Raíssa. "No caso dela, eles foram direto no perfil, não foi algo aleatório. Mas imagina se eu não conheço ninguém nesse grupo, a postagem ia ficar lá. Talvez, eu nem ficasse sabendo", completou.
Crédito:Reprodução Post falso no Facebook usava imagem da jornalista
De acordo com o G1, Raíssa relatou que um amigo que mora em Salvador soube da mensagem e a avisou. "Eu não denunciei no próprio site, justamente para ficar mais tempo e conseguir registrar. Nunca tinha passado por isso na internet", disse.
A imagem foi tirada em 2011 e mostra a jornalista grávida de nove meses. O filho dela completou três anos em novembro passado. Segundo a jornalista, a foto ilustrava um texto de combate ao preconceito, publicado no site de um coletivo de mulheres negras da capital federal.
"Fiz um texto para o site Blogueiras Negras, justamente retratando um caso de racismo que eu sofri porque estava grávida. Acho que ficou no Google, sei lá o que esse povo vai pesquisar. Esse perfil não tem nenhum amigo em comum", relatou.
A , mas a vítima diz identificar elementos de racismo e machismo. A publicação foi excluída do site por volta das 19h. Raíssa chegou a procurar a também jornalista Cristiane Damacena, vítima de ofensas racistas após publicar uma foto no perfil de seu Facebook há duas semanas. O caso dela é investigado pela polícia, pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e pelo Ministério Público do DF.
"Como a Cristiane passou por isso na semana passada, entrei em contato com ela para saber como lidar. Ela falou isso, para tirar os prints, vir na delegacia registrar ocorrência, depois ir no Ministério Público", explicou Raíssa. "No caso dela, eles foram direto no perfil, não foi algo aleatório. Mas imagina se eu não conheço ninguém nesse grupo, a postagem ia ficar lá. Talvez, eu nem ficasse sabendo", completou.





