Polícia francesa persegue suspeitos de atentado à "Charlie Hebdo"
Dois irmãos árabes teriam sido os responsáveis pelas mortes na redação da revista, na última quarta-feira (7/1).
Atualizado em 08/01/2015 às 14:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Agências de segurança e de inteligência da França se empenharam nesta quinta-feira (8/1) em encontrar os suspeitos do atentado à revista Charlie Hebdo , na última quarta-feira (7/1). Dois irmãos árabes seriam os responsáveis pela morte dos jornalistas e cartunistas da revista francesa.
Crédito:Divulgação Os irmãos Cherif e Said Kouachi são suspeitos de atacar a sede da revista
Segundo a AFP, os procurados são Cherif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, respectivamente. Os dois teriam deixado seus documentos no carro que utilizaram para a fuga, encontrado pela polícia durante a madrugada. Relatos indicam que os irmãos estariam no norte da França, a bordo de um carro popular.
Durante a madrugada, Hamyd Mourad, de 18 anos, se entregou à polícia admitindo ter sido cúmplice do atentado. Vizinhos interrogados, porém, declararam que o jovem estava na escola no momento do ataque, e que ele não tem nenhuma ligação com fundamentalistas islâmicos.
Cherif Kouachi, um dos suspeitos, já é conhecido dos serviços de segurança do mundo. Em 2008, ele foi condenado a três anos de prisão por participar de uma rede de "alistamento" da Al Qaeda no Iraque.
Repercussão
Diversas mesquitas, locais de culto muçulmanos, foram alvos de ataques durante a madrugada na França. No centro de Paris, um centro religioso foi alvo de tiros e granadas. Evidentemente trata-se de alguém que considerou conveniente se vingar de algo ou alguém", declarou o procurador David Charmatz, do Ministério Público francês.
O Presidente François Hollande se encontrou com líderes políticos do país pela manhã no Palácio do Eliseu. Um minuto de silêncio nacional foi decretado pelo governante. Mais de 100 mil pessoas foram às ruas de diversas cidades da França para protestar contra a violência.
Os jornais franceses chegaram às bancas nesta manhã com manchetes como "Barbárie", "Guerra contra a liberdade" e "A liberdade assassinada", entre outras. A expressão "Je suis Charlie" ("Todos Somos Charlie", em português) foi repetida e impressa em diversas publicações, ao lado de charges em homenagem às vítimas.
A equipe do Charlie Hebdo anunciou que a revista volta a circular a partir da próxima semana. "É uma situação muito difícil, estamos todos com nossa pena, nossa dor, nossos medos, mas vamos fazer de qualquer jeito, porque a estupidez não vai vencer", declarou um de seus colaboradores, Patrick Pelloux. "Charb [diretor da publicação, morto na quarta-feira no atentado] sempre dizia que a revista tem que sair, custe o que custar", acrescentou.
Crédito:Divulgação Os irmãos Cherif e Said Kouachi são suspeitos de atacar a sede da revista
Segundo a AFP, os procurados são Cherif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, respectivamente. Os dois teriam deixado seus documentos no carro que utilizaram para a fuga, encontrado pela polícia durante a madrugada. Relatos indicam que os irmãos estariam no norte da França, a bordo de um carro popular.
Durante a madrugada, Hamyd Mourad, de 18 anos, se entregou à polícia admitindo ter sido cúmplice do atentado. Vizinhos interrogados, porém, declararam que o jovem estava na escola no momento do ataque, e que ele não tem nenhuma ligação com fundamentalistas islâmicos.
Cherif Kouachi, um dos suspeitos, já é conhecido dos serviços de segurança do mundo. Em 2008, ele foi condenado a três anos de prisão por participar de uma rede de "alistamento" da Al Qaeda no Iraque.
Repercussão
Diversas mesquitas, locais de culto muçulmanos, foram alvos de ataques durante a madrugada na França. No centro de Paris, um centro religioso foi alvo de tiros e granadas. Evidentemente trata-se de alguém que considerou conveniente se vingar de algo ou alguém", declarou o procurador David Charmatz, do Ministério Público francês.
O Presidente François Hollande se encontrou com líderes políticos do país pela manhã no Palácio do Eliseu. Um minuto de silêncio nacional foi decretado pelo governante. Mais de 100 mil pessoas foram às ruas de diversas cidades da França para protestar contra a violência.
Os jornais franceses chegaram às bancas nesta manhã com manchetes como "Barbárie", "Guerra contra a liberdade" e "A liberdade assassinada", entre outras. A expressão "Je suis Charlie" ("Todos Somos Charlie", em português) foi repetida e impressa em diversas publicações, ao lado de charges em homenagem às vítimas.
A equipe do Charlie Hebdo anunciou que a revista volta a circular a partir da próxima semana. "É uma situação muito difícil, estamos todos com nossa pena, nossa dor, nossos medos, mas vamos fazer de qualquer jeito, porque a estupidez não vai vencer", declarou um de seus colaboradores, Patrick Pelloux. "Charb [diretor da publicação, morto na quarta-feira no atentado] sempre dizia que a revista tem que sair, custe o que custar", acrescentou.





