Polícia de Malta prende suspeitos do assassinato de Daphne Caruana

A polícia de Malta prendeu nesta segunda-feira (4) dez suspeitos pelo assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, que morreu em decorrência da explosão de uma bomba em seu carro em outubro.

Atualizado em 05/12/2017 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A jornalista foi uma das principais colaboradoras na divulgação do escândalo dos Panama Papers. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro maltês Joseph Muscat. Crédito:Times of Malta Os dez presos são malteses e têm antecedentes criminais, segundo Muscat, que não deu mais detalhes sobre as prisões. Os agentes têm 48 horas para interrogá-los e decidir se eles ficarão detidos ou se serão liberados.
O crime contra Caruana Galiza voltou a chamar a atenção para o primeiro-ministro Muscat, do Partido Trabalhista, citado, juntamente com sua esposa e outros membros do Executivo, em diversas denúncias. Ele figura entre os primeiros nomes na hipotética lista de interessados no desaparecimento de Caruana Galizia.
No início de 2016, a revista “Politico” citou Caruana entre as "28 personalidades que estão mexendo com a Europa", descrevendo-a como um "WikiLeaks inteiro em uma única mulher, que empreendeu uma cruzada contra a falta de transparência e corrupção em Malta".
Recompensa
Logo após o atentado, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, prometeu uma recompensa de 20 mil euros por informações que levassem aos assassinos da jornalista.
Na época, o filho da jornalista, Matthew Caruana Galizia, que também é membro do Consórcio Internacional de Periódicos de Investigação (ICIJ), acusou as autoridades de Malta de cumplicidade do assassinato. "Vocês são cúmplices, responsáveis", disse por sua conta no Facebook.
Joseph Muscat, que reconheceu que a jornalista publicava constantemente críticas contra ele, tachou o assassinato como um ato de "barbárie" e ordenou aos serviços de segurança que dedicassem todos os recursos possíveis à investigação.
Para o porta-voz do executivo europeu, Caruana Galizia era “uma pioneira do jornalismo investigativo em Malta” e explicou que o presidente da Comissão Jean-Claude Juncker, e seus comissários “condenam com máxima força este ataque”.
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