Polícia Civil investigará ameaças contra Leonardo Sakamoto
A Polícia Civil de São Paulo deve iniciar uma investigação sobre ameaças sofridas pelo jornalista Leonardo Sakamoto. Desde 2014, ele vem sofrendo intimidações em locais públicos e por mensagens na internet.
Atualizado em 26/04/2016 às 19:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Paulo iniciará uma investigação sobre ameaças sofridas pelo jornalista Leonardo Sakamoto. Desde 2014, ele vem sofrendo intimidações em locais públicos e por mensagens na internet.
Crédito:Reprodução Polícia deve averiguar ameaças contra o jornalista
Em depoimento à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, Sakamoto contou que as coações se intensificaram a partir de janeiro de 2016, quando o jornal mineiro Edição do Brasil publicou uma entrevista falsa onde o jornalista teria dito que os aposentados são “inúteis à sociedade”. Apesar do veículo assumir que o conteúdo era falso, a publicação ajudou a aumentar o ódio por ele e resultou até em ameaças de morte.
“Essas difamações ficam meses e anos na internet. É conteúdo que, difundido por pessoas e grupos que promovem o ódio e a intolerância, municia pessoas sem discernimento, que, no limite, fazem justiça com as próprias mãos”, afirmou Sakamoto.
Para o procurador regional dos direitos do cidadão, Pedro Antonio de Oliveira Machado, o caso denunciado merece atenção. “A situação grave vivenciada pelo jornalista deve ser investigada, porque a liberdade de imprensa, de expressão e de opinião são conquistas civilizatórias e atributos inerentes a uma verdadeira democracia”.
Crédito:Reprodução Polícia deve averiguar ameaças contra o jornalista
Em depoimento à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, Sakamoto contou que as coações se intensificaram a partir de janeiro de 2016, quando o jornal mineiro Edição do Brasil publicou uma entrevista falsa onde o jornalista teria dito que os aposentados são “inúteis à sociedade”. Apesar do veículo assumir que o conteúdo era falso, a publicação ajudou a aumentar o ódio por ele e resultou até em ameaças de morte.
“Essas difamações ficam meses e anos na internet. É conteúdo que, difundido por pessoas e grupos que promovem o ódio e a intolerância, municia pessoas sem discernimento, que, no limite, fazem justiça com as próprias mãos”, afirmou Sakamoto.
Para o procurador regional dos direitos do cidadão, Pedro Antonio de Oliveira Machado, o caso denunciado merece atenção. “A situação grave vivenciada pelo jornalista deve ser investigada, porque a liberdade de imprensa, de expressão e de opinião são conquistas civilizatórias e atributos inerentes a uma verdadeira democracia”.
Segundo o relatório da organização dos Repórteres Sem Fronteiras de 2016, o Brasil ocupa a 104ª posição no ranking mundial da liberdade de imprensa. O índice leva em conta critérios como pluralidade, independência, transparência governamental e abusos contra jornalistas.





