Polícia britânica defende prisão de parceiro de Greenwald sob acusação de terrorismo
A Scotland Yard defendeu nessa terça-feira (20/8) a decisão de deter e interrogar durante nove horas o brasileiro David Miranda, companheirodo jornalista do The Guardian , o britânico Glenn Greenwald, no aeroporto Heathrow, em Londres.
Atualizado em 20/08/2013 às 18:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
"Nossa avaliação é que a aplicação desses poderes neste caso foi válida legalmente e um processual", disse a polícia. A entidade ainda disse que um advogado acompanhou todo o interrogatório do brasileiro.
De acordo com a EFE, Miranda é companheiro do jornalista do The Guardian responsável pela reportagem que revelou a existência do Prism, programa de vigilância que os Estados Unidos usam para monitorar dados de civis do mundo inteiro em sites como o Facebook e o Twitter. A matéria de Greenwald se baseou em relatos e dados fornecidos pelo ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que está exilado na Rússia desde 1º de agosto.
Londres afirmou que a decisão de deter e interrogar um cidadão brasileiro sob acusação da lei antiterrorista é responsabilidade unicamente da polícia. O Ministério de Interior britânico defendeu a operação argumentando que "o governo e a polícia têm o dever de proteger as pessoas e a segurança nacional".
"Se a polícia acredita que um indivíduo está em posse de informação roubada altamente sensível que poderia ajudar ao terrorismo, então deve atuar, e a lei proporciona jurisdição para isso", afirmou um porta-voz do Ministério.
O governo norte-americano admitiu que havia sido previamente informada de que Miranda seria detido, mas assegurou que a medida não foi uma exigência feita por eles. Já o governo brasileiro disse, em nota, que a detenção sem acusações de Miranda é "injustificável".
De acordo com a EFE, Miranda é companheiro do jornalista do The Guardian responsável pela reportagem que revelou a existência do Prism, programa de vigilância que os Estados Unidos usam para monitorar dados de civis do mundo inteiro em sites como o Facebook e o Twitter. A matéria de Greenwald se baseou em relatos e dados fornecidos pelo ex-agente da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que está exilado na Rússia desde 1º de agosto.
Londres afirmou que a decisão de deter e interrogar um cidadão brasileiro sob acusação da lei antiterrorista é responsabilidade unicamente da polícia. O Ministério de Interior britânico defendeu a operação argumentando que "o governo e a polícia têm o dever de proteger as pessoas e a segurança nacional".
"Se a polícia acredita que um indivíduo está em posse de informação roubada altamente sensível que poderia ajudar ao terrorismo, então deve atuar, e a lei proporciona jurisdição para isso", afirmou um porta-voz do Ministério.
O governo norte-americano admitiu que havia sido previamente informada de que Miranda seria detido, mas assegurou que a medida não foi uma exigência feita por eles. Já o governo brasileiro disse, em nota, que a detenção sem acusações de Miranda é "injustificável".





