Polícia apresenta inquérito sobre morte de jornalista goiano à imprensa

Na manhã desta quinta-feira (6/12), a Polícia Civil de Pernambuco apresentou à imprensa a conclusão do inquérito sobre a morte do jornalista

Atualizado em 06/12/2012 às 13:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Lucas Cardoso Fortuna, ocorrida no dia 18 de novembro no litoral sul do Estado. Ele sofreu latrocínio, roubo seguido de morte, informou o G1.


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De acordo com o Diário de Pernambuco , os delegados Alfredo Jorge e Gleide Ângelo, que comandaram as investigações, estiveram presentes na coletiva de imprensa na sede da corporação, no centro do Recife.


O inquérito concluiu que o rapaz morreu afogado após ter sido espancado por dois homens que tinha conhecido na região. Depois de agredi-lo, os suspeitos jogaram o jornalista desacordado no mar.
Segundo Gleide, delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima teria chamado os suspeitos para a pousada onde estava hospedado.

“Ele conheceu os homens num bar, na noite do crime, e os chamou para o estabelecimento. Eles preferiram levá-lo para as pedras, que é uma região deserta da praia. Lá, começaram a se relacionar sexualmente, mas deram uma gravata nele e pediram dinheiro. Depois, passaram e agredi-lo”, contou.
Após atirar o corpo do jornalista do mar, os suspeitos fugiram levando um celular, uma sandália e R$ 24. Eles voltaram à pousada para tentar outros roubar pertences da vítima, mas não entraram no local porque o recepcionista desconfiou da dupla.
A delegada também descartou a possibilidade de crime homofóbico, uma das hipóteses que vinham sendo investigadas pela polícia. “Não temos nenhum indício de que tenha algum viés desse tipo porque os rapazes não são homofóbicos. Eles queriam roubar, roubavam qualquer um, aí roubaram Lucas”, explicou Gleide.
Confissão Os suspeitos confirmaram o crime em depoimento à polícia. Um deles foi detido pela polícia no dia 21 de novembro, quando tentava roubar uma loja. Ele foi identificado porque usava a mesma camisa que vestida no dia do crime. O rapaz foi encaminhado à Cadeia Pública de Escada. O outro suspeito foi detido na quarta (5/12), e conduzido ao Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.
Viagem O jornalista, nascido em Goiás, estava em Pernambuco para atuar como árbitro em um campeonato de voleibol. Militante da causa LGBT e gay assumido, foi fundador do Grupo Colcha de Retalhos, em prol dos direitos homoafetivos, e organizou paradas da diversidade em seu estado. Seu corpo foi encontrado na praia só de cuecas e com hematomas.