Polarização, opiniões extremadas e comportamentos passionais: os objetivos da desinformação em meio à pandemia
A crise gerada pelo novo coronavírus resultou no dobro da atividade de robôs no Twitter do que o esperado por Kathleen Carley, professora deciência da computação e pesquisadora da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA.
Atualizado em 25/05/2020 às 16:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Conduzindo um estudo sobre o tema, ela explica que a previsão havia sido feita um pouco antes do início da pandemia, "com base em desastres naturais, crises e eleições anteriores". Crédito:Reprodução UOL/Tilt
O estudo de Carley também concluiu que 45% das contas no Twitter que estão postando sobre o sars-cov-2 são provavelmente robôs e que mais de 100 narrativas falsas diferentes sobre o tema foram usadas por essas contas.
Reportagem de Ana Prado, feita para o Tilt, do UOL, informa que o estudo analisou 200 milhões de tuítes postados desde janeiro sobre o novo coronavírus.
As contas identificadas como robôs geralmente postam com frequência excessiva e de localidades diferentes.
Para a pesquisadora, a enorme quantidade de postagens aparentemente cronometradas e o uso de hashtags e mensagens idênticas indicam estratégia de atuação coordenada.
Muitos dos perfis que espalham desinformação em meio à pandemia foram criados em fevereiro e março. Segundo a pesquisadora, a disseminação sistemática de mentiras busca aumentar a polarização, a presença de opiniões extremadas e de comportamentos passionais.





