Pocket Assessoria
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No exercício diário de tentar ler todos os jornais e revistas que saem (missão difícil essa...), acabei me deparando com a revista InfoExame desse mês de agosto, número 257. A capa destaca: "Smartphones: Por que é hora de comprar um e aposentar seu celular". Já sou usuário de um modelo desses, mas por puro prazer que tenho por tecnologia, nunca tinha parado para pensar como esse tipo de equipamento vai começar a mexer na vida de um comunicador.
Foi lendo a matéria que me dei conta de alguns pontos. Não que haja destaque específico para comunicação nos textos dos repórteres Maurício Grego, Airton Lopes, Rosa Sposito, André Cardoso, Bruno Ferrari e, até, da coluna do Dagomir Marquezi na revista, mas determinadas funcionalidades caem como uma luva para nós. Para quem não liga para tecnologia, isso pode parecer mais uma manchete louvando um novo penduricalho digital, mas prepare-se, profissional de comunicação, a frase da capa da revista é uma das maiores verdades.
Tudo bem, você pode dizer que não liga para tecnologia; que não sabe usar metade das funções do seu atual celular; e até que esses equipamentos são muito caros e não valem a pena. Bom, tudo isso virará passado. Em primeiro lugar, o equipamento está ficando barato, muitos já estão com preços de um celular comum. Segundo, e mais importante, o dia-a-dia de um assessor de comunicação vai ser impossível sem um bichinho desses.
Vou dar um exemplo para ficar mais claro. Você saiu do escritório para atender um cliente que irá se encontrar com um jornalista, em uma feira, por exemplo. No meio do caminho, no táxi, você lembra que esqueceu de mandar a pauta para o jornalista e ele não tem como chegar ao local, ou nem sabe direito do que se trata pauta, ou ainda, ele perdeu o e-mail que você mandou outro dia com tudo. Como resolver isso?
Situação Padrão: ligo para o escritório e peço para alguém fuçar no meu computador, nos "Itens Enviados", e reenviar. Fico na linha aguardando e dando orientações de onde pode estar a mensagem. O colega do escritório acha e manda novamente.
Situação Smartphone: pego o aparelho, me conecto (isso se já não estiver), acesso meus e-mails, minha lista de contatos e reenvio o e-mail. Rápido, não? Pois é, o danado do aparelho é uma "mão-na-roda".
As funções e possibilidades não param por aí. Tem muito mais. Para o nosso segmento, dá para fazer tudo e mais um pouco do que precisamos nas nossas rotinas, tanto quanto no escritório, na frente de um desktop tradicional. Veja a lista:
- Acessar e-mail que estão na sua caixa postal do escritório (chega de voltar no escritório e ter uma tonelada de e-mails para ler de uma vez só);
- Abrir e editar arquivos de Word, Excel, PowerPoint. (dá para revisar e ajustar textos e já reenviar para aprovação ou publicação);
- Visualizar imagens e PDFs (resolve a questão de escolher que foto mandar para o cliente ou imprensa);
- Navegar na Internet (básico do básico, só que bem melhor do que o celular tradicional);
- Manter sincronizada a agenda de contatos do seu Outlook ou programa de e-mail equivalente (diga adeus a perder a agenda conforme troca de aparelho, fica tudo em dois lugares);
- Calendário de compromissos não mão (basta usar o Outlook ou similar);
Em meia dúzia de itens, dá para fazer quase tudo de qualquer lugar. Não importa se é táxi, aeroporto, padaria, boteco, restaurante, etc. Chega das barreiras da baia!!!
Brincadeiras à parte, a possibilidade de uso de smartphones por assessorias já é uma real necessidade. Cada vez mais estamos sendo demandados por agilidade para manter os clientes na mídia e com a imagem exposta de forma contínua. Esse tipo de equipamento nos permite otimizar o tempo e estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Os smartphones são hoje o que foi o computador no meio dos anos 90 para o jornalismo. Aposentou a Olivetti e as laudas de papel, extinguiu o past-up na diagramação e deu uma nova dinâmica para a comunicação em geral. Esses novos aparelhos são filhotes dessa evolução, só que passarão a ganhar mais e mais peso na nossa rotina, mas numa transição infinitamente mais rápida.
Tire da cabeça que isso é coisa de executivo de grande empresa. Talvez não exista profissional mais necessitado dessa tecnologia do que nós assessores. É claro que essas funções servem para qualquer empresa, mas a grande questão aqui reside na matéria-prima que trabalhamos: a informação.
Se uma notícia ou resposta demora a chegar a quem se destina, esqueça, já é informação perdida. Hoje, não dá mais para esperar. E-mails têm que ser respondidos quase que instantaneamente, SMSs pipocam na tela do celular e o mundo pede passagem. Esse novo tipo de celular é a única resposta direta para esse dilema.
Você deve estar pensando agora: "nossa, isso tudo é muito legal, mas vou ficar escravo do trabalho 24 horas". Bom, aí é outra questão. Se a escolha da sua vida é jornalismo ou comunicação corporativa, esse já é um tema que já devia estar resolvido na sua cabeça. Afinal, não temos mais o privilégio de desplugar e achar que o mundo parou. As notícias correm sem parar e temos que estar junto com isso.
Mas não entre em desespero, os momentos de lazer ainda existem. Esses novos aparelhinhos permitem ouvir MP3, assistir vídeo, falar no MSN, Skype. Dá para tirar alguma diversão deles também.
Agora, já comece a olhar feio para o seu atual celular e sonhe com sua assessoria de bolso.
Viva a mobilidade!






