PMs não agiram para evitar agressão por bolsonaristas, diz repórter da Record

À Polícia Civil, Yuri Macri, jornalista de 26 anos que integrava uma equipe de reportagem da TV Record agredida na tarde de quarta-feira (2 out/22) em Mirassol (SP), por bolsonaristas que bloqueavam a rodovia Washington Luís, acusou a Polícia Militar de presenciar o ataque e não fazer nada para evitá-lo.

Atualizado em 03/11/2022 às 15:11, por Redação Portal IMPRENSA.


Yuri e colegas da Record cobriam o atropelamento de 17 pessoas - duas feridas em estado grave - por um motorista que tentava furar o bloqueio e foi preso, quando bolsonaristas os atacaram durante uma transmissão ao vivo. Crédito:Yuri Macri/Reprodução Instagram Imagens mostram policial militar no local momentos antes das agressões O vídeo mostra o momento em que a equipe é cercada e hostilizada por bolsonaristas e precisa interromper a entrada ao vivo.
Socos, chutes e joelhadas

Após encerrar a transmissão, Yuri e o repórter cinematográfico que o acompanhava foram agredidos com socos, chutes e joelhadas. O jornalista fez um boletim de ocorrência no mesmo dia da agressão, informando que no local havia policiais militares - que inclusive aparecem nas imagens - que não agiram para impedir a violência contra os profissionais de imprensa.
"A vítima relata que não foi auxiliada pelos policiais militares que estavam no local, não sofrendo mais agressões pelo fato de algumas pessoas terem o ajudado", diz trecho do boletim de ocorrência divulgado pelo g1.
Em nota, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) condenou o episódio, lembrando que "agressões físicas, lesão corporal grave a repórteres e impedimento do exercício do trabalho jornalístico ferem diretamente o direito à informação, assegurado pela Constituição Federal".