PM quebra celular de jornalista durante ação em favela no Rio

Uma equipe do jornal comunitário Voz das Comunidades, do Rio de Janeiro, acusa policiais militares de destruírem o celular com o qual registravam um tiroteio no Complexo do Alemão na manhã desta quarta-feira (13/01).

Atualizado em 13/01/2021 às 17:01, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Twitter

Segundo o repórter Renato Moura, seu celular foi aprendido e quebrado enquanto gravava a ação policial.

“O Renato Moura acompanhava a incursão policial, até que os policiais o revistaram e quebraram o seu celular. Eles falaram que ‘o Voz só fala mal da polícia para ganhar fama’” escreveu o jornal em seu Twitter.

Crédito:Reprodução Twitter

Em outro tuíte, eles relatam que “os policiais também foram para cima da repórter Amanda Botelho e perguntaram se ela também estava filmando, porque estava com celular na mão. Abuso de poder é crime!!!”

Também pelo Twitter a Polícia Militar do Rio escreveu que “houve discussão com integrantes do @Vozdascomunidades que iriam expor a face dos policiais que atuaram na ocorrência. Isso representou uma ameaça para os agentes, que apreenderam o celular que fazia a filmagem”.

O perfil da PM do Rio diz ainda que a ocorrência foi registrada na 44ª DP e que a Coordenadoria de Polícia Pacificadora irá apurar o caso com supervisão da Corregedoria.

Rene Silva, fundador do Voz das Comunidades, manifestou-se nas redes sociais sobre a abordagem. “Estamos nos sentindo ameaçados. A nota da PMRJ é mentirosa. Não houve nenhuma discussão. A abordagem foi truculenta a partir do momento em que nosso cinegrafista falou que fazia parte do Voz das Comunidades”, escreveu.