PM ameaça equipe de TV na Bahia e destrói equipamentos
PM ameaça equipe de TV na Bahia e destrói equipamentos
No último domingo (05), uma equipe da TV Educativa (TVE), ligada à Secretaria de Cultura da Bahia, foi ameaçada por um policial militar e teve seu equipamento de vídeo destruído.
Uma repórter e um cinegrafista faziam uma reportagem sobre eleições no bairro de Paripe, subúrbio de Salvador, quando flagraram PMs agredindo fisicamente alguns eleitores que estariam fazendo boca-de-urna.
O tenente Marcelo Moura teria percebido a presença da equipe da TVE e exigido a destruição da fita. Como não foi atendido, ele ameaçou os profissionais da emissora, jogou a câmera no chão e disparou seis vezes contra o equipamento.
A repórter se refugiou na casa de uma moradora do bairro e o cinegrafista correu até o carro da reportagem e prestou queixa na 5ª delegacia de polícia, em Periperi. O equipamento da emissora ainda estaria com o policial militar, que se livrou da prisão em flagrante.
O Departamento de Comunicação Social da PM divulgou nota sobre o caso, afirmando que "ratifica o compromisso de acolhimento e respeito à liberdade de imprensa" e "abomina e rechaça o cometimento de qualquer ato de prepotência contra profissionais de imprensa no exercício de sua atividade, principalmente quando praticado por quem tem o dever institucional de garantir a lei".
Assinado pelo coronel Deraldo de Carvalho Melo, diretor do Departamento de Comunicação, o comunicado explica que a Corporação tomará providências legais para apurar o caso.
Jaques Wagner, governador do estado, se pronunciou sobre o ocorrido, afirmando que "o policial já deve ter sido recolhido porque é um absurdo a postura dele, não aceito em hipótese nenhuma este tipo de tratamento com a imprensa ou com quem quer que seja."
Sahada Palmeira, diretora de operações da Secretaria de Cultura da Bahia, afirmou ao Portal IMPRENSA que todos os envolvidos estão "chocados" com a ação, realizada por um "pequeno grupo que não representa a Corporação".
"Acreditamos na lei e não em ritos sumários, acreditamos na Justiça. O que ocorreu é inadmissível, pois foi um ato não só contra a equipe de reportagem, mas contra a população", disse Sahada.
Ela declarou que a Secretaria de Segurança Pública do estado tem dado toda a assistência possível à emissora. Para a diretora, "está tudo caminhando de acordo com a lei. A legalidade tem que prevalecer sob qualquer aspecto. Nossa função é apoiar a legalidade do processo, e esperamos que os culpados sejam punidos exemplarmente".
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