Plataforma denuncia deputados "cúmplices do desmonte socioambiental"
Organização jornalística focada na cobertura de direitos trabalhistas, pautas socioambientais e direitos humanos, a Repórter Brasil anunciounesta segunda-feira (15) o lançamento da segunda edição do Ruralômetro.
Atualizado em 16/08/2022 às 16:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Trata-se de uma plataforma aberta à consulta pública, que analisa a atuação da Câmara dos Deputados em temas de interesse da bancada ruralista.
A ferramenta busca indicar os deputados federais com atuação mais deletéria para o meio ambiente, trabalhadores do campo e povos tradicionais.
Segundo o Ruralômetro, 68% da Câmara são "cúmplices do desmonte socioambiental promovido pela gestão de Jair Bolsonaro".
Crédito: Reprodução
"Esses parlamentares apresentaram projetos de lei e votaram mudanças legislativas que prejudicam a fiscalização ambiental, favorecem atividades econômicas predatórias, precarizam a legislação trabalhista, dificultam o acesso a benefícios sociais e travam a reforma agrária, dentre outros retrocessos apontados por organizações socioambientais", diz texto de apresentação da plataforma.
Parceria
A ferramenta analisa 28 votações nominais e 485 projetos de lei apresentados desde fevereiro de 2019 (início da atual legislatura). O Ruralômetro conta com parceria de 22 organizações especializadas em temas sociais, ambientais e trabalhistas. Cada uma delas classificou as propostas legislativas como “favoráveis” ou “desfavoráveis”.
Já os parlamentares receberam uma pontuação entre 36° C a 42° C. A ideia é fazer uma analogia com a temperatura corporal. Quanto mais alta a temperatura do parlamentar, mais desfavorável é sua atuação. Temperaturas acima de 37,4° C indicam “febre ruralista”.
Segundo a plataforma, a Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista, atua em sintonia com o governo federal e exerce progressiva influência na Câmara, favorecendo a "aprovação de leis antiambientais e contrárias aos direitos sociais e trabalhistas".
Entre os "retrocessos" aprovados pela Câmara desde 2019, o Ruralômetro destaca três projetos: o PL 6.299/2002, ou “PL do Veneno” (que libera o uso de agrotóxicos sem aprovação da Anvisa), o PL 2633/2020, ou “PL da Grilagem” (que facilita a grilagem de terras públicas), e o PL 3729/2004, ou Lei Geral do Licenciamento Ambiental (que enfraquece o papel das agências ambientais). Os três projetos estão em análise no Senado.
A ferramenta busca indicar os deputados federais com atuação mais deletéria para o meio ambiente, trabalhadores do campo e povos tradicionais.
Segundo o Ruralômetro, 68% da Câmara são "cúmplices do desmonte socioambiental promovido pela gestão de Jair Bolsonaro".
Crédito: Reprodução
"Esses parlamentares apresentaram projetos de lei e votaram mudanças legislativas que prejudicam a fiscalização ambiental, favorecem atividades econômicas predatórias, precarizam a legislação trabalhista, dificultam o acesso a benefícios sociais e travam a reforma agrária, dentre outros retrocessos apontados por organizações socioambientais", diz texto de apresentação da plataforma.
Parceria
A ferramenta analisa 28 votações nominais e 485 projetos de lei apresentados desde fevereiro de 2019 (início da atual legislatura). O Ruralômetro conta com parceria de 22 organizações especializadas em temas sociais, ambientais e trabalhistas. Cada uma delas classificou as propostas legislativas como “favoráveis” ou “desfavoráveis”.
Já os parlamentares receberam uma pontuação entre 36° C a 42° C. A ideia é fazer uma analogia com a temperatura corporal. Quanto mais alta a temperatura do parlamentar, mais desfavorável é sua atuação. Temperaturas acima de 37,4° C indicam “febre ruralista”.
Segundo a plataforma, a Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista, atua em sintonia com o governo federal e exerce progressiva influência na Câmara, favorecendo a "aprovação de leis antiambientais e contrárias aos direitos sociais e trabalhistas".
Entre os "retrocessos" aprovados pela Câmara desde 2019, o Ruralômetro destaca três projetos: o PL 6.299/2002, ou “PL do Veneno” (que libera o uso de agrotóxicos sem aprovação da Anvisa), o PL 2633/2020, ou “PL da Grilagem” (que facilita a grilagem de terras públicas), e o PL 3729/2004, ou Lei Geral do Licenciamento Ambiental (que enfraquece o papel das agências ambientais). Os três projetos estão em análise no Senado.





