Plataforma de jornalismo colaborativo focado em saúde pública estreia na América Latina

Jornalista investigativa peruana, Fabiola Torres é a responsável pela Salud con Lupa, plataforma de jornalismo colaborativo que cobre saúde pública na América Latina.

Atualizado em 25/07/2019 às 16:07, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Salud con Lupa Reportagem de estreia da Salud con Lupa foi sobre influência de grandes empresas nas políticas públicas de saúde

O surgimento da Salud con Lupa remonta a 2016, quando a jornalista peruana convocou pelo Facebook colegas da região interessados em saúde. Em junho daquele ano foi fundada a Rede Latino-Americana de Jornalistas da Saúde, que evoluiu para a atual Salud con Lupa.
“Acho que um espaço latino-americano como este era necessário para motivar jornalistas que investigam várias questões de saúde que precisam ser aprofundadas. Muitas vezes é necessário um acompanhamento que vá além do caso local, alcançando um contexto mais global ”, disse Torres ao informativo do Centro Knight.
Além de produzir reportagens aprofundadas, o objetivo dos integrantes da plataforma colaborativa Salud con Lupa é publicá-las em "todas as mídias aliadas possíveis". Os colaboradores do México que participaram da primeira série investigativa também publicaram suas reportagens nos meios Pie de Página e México Social. Na Colômbia, a mídia aliada foi o Public Issue, um novo meio de investigação digital também voltado a pesquisa jornalística em profundidade.
Além de produção de reportagens, a Salud con Lupa faz checagem de fatos na seção Comprueba. A ideia é realizar verificações semanais de informações de saúde. "Neste espaço vamos desmistificar falsas notícias sobre saúde e métodos alternativos sem suporte científico que circulam nas redes de países latino-americanos", diz Torres, lembrando que o sarampo representa hoje uma situação de alerta na América Latina, graças em boa parte ao intenso fluxo na região de fake news sobre riscos da vacinação.
Além de temas como acesso a serviços públicos de saúde, custos de medicamentos e violência obstétrica, futuras pautas devem abordar os reflexos da mudança climática na saúde de diferentes populações.