Planta proibida - Por Fabiana Scaramella/Universidade São Judas Tadeu - SP
Planta proibida - Por Fabiana Scaramella/Universidade São Judas Tadeu - SP
A maconha é um alucinógeno que deixa o usuário disperso
Cientificamente denominada como um vegetal chamado Cannabis sativa, a maconha, como é popularmente conhecida, tanto pode ser utilizada como medicamento como para provocar risos e alucinações aos seus usuários.
Apesar da sua ilegalidade de consumo e de seus efeitos tóxicos, a maconha também é reconhecida como uso medicinal em, pelo menos, três condições clínicas: na redução de náuseas produzidas por medicamento anticancêr, têm efeitos benéficos em alguns casos de epilepsia e pode melhorar o estado geral de portadores de aids, sem curar a doença. Mas, infelizmente, seu consumo ainda é maior pelos usuários de drogas, que, muitas vezes, não fazem idéia do mal que a maconha pode trazer para o organismo.
Os efeitos provocados pela droga podem ser físicos (ação sobre o corpo e parte dele) ou psíquicos (ação sobre a mente). As características dos efeitos agudos são os olhos avermelhados, boca seca e o coração acelerado, podendo dobrar o batimento cardíaco normal que é de 60-80 batimentos por minuto. Quanto às características dos efeitos psíquicos agudos, dependerá da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade da pessoa. Normalmente, os efeitos da maconha para a grande maioria dos usuários são de sensação de bem estar, calma e hilaridade. Em contrapartida, para outras pessoas, os efeitos são de angústia e suor, causando indisposição.
Há ainda os efeitos físicos crônicos, que são os mais graves, e como conseqüência, afeta vários órgãos do corpo, como por exemplo, os pulmões. Uma pessoa que fuma maconha cronicamente está sujeito a contrair um câncer nos pulmões com maior facilidade.
A droga prejudica a memória e a concentração. Uma pessoa sob o efeito da maconha perde a noção de tempo, imagina que se passaram horas enquanto passaram-se minutos, ou ainda, tem dificuldade para organizar as idéias de uma maneira lógica. Vale ressaltar que quando usada constantemente interfere na capacidade de aprendizado e memorização, deixando a pessoa sem motivação com a vida. Para este efeito crônico da maconha, dá-se um nome - síndrome motivacional.
Para o psiquiatra e pesquisador do CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópica), José Carlos F. Galduróz, a maconha é entre as drogas ilícitas, a mais consumida pela população geral, com 6,9% da população brasileira já tendo feito uso experimental, o que equivale à cerca de três milhões de pessoas (a pesquisa abrangeu apenas as 107 maiores cidades do Brasil). Galduróz diz ainda: "Estudos afirmam que a maconha pode desencadear distúrbios mentais latentes e que acabam manifestando-se após seu uso repetitivo. Outros, porém, afirmam que a maconha por si só é capaz de transformar um psiquismo sadio em vários transtornos mentais. É comprovado que o uso da droga pode provocar dependência, ou seja, a pessoa não usa mais pelo prazer, mas sim para escapar do mal estar que a sua falta pode causar", completa.
O psiquiatra orienta os jovens dizendo: "O ideal para o ser humano deveria ser a busca do bem estar sem precisar lançar mão da química e de outros artifícios".






