Plano para proteção de jornalistas no México não teria convencido imprensa do país
Plano para proteção de jornalistas no México não teria convencido imprensa do país
Jornalistas mexicanos e dirigentes de veículos de comunicação do México se mostraram céticos ao compromisso firmado pelo presidente do país, Felipe Calderón, de elaborar um plano governamental para garantir a proteção dos profissionais de imprensa.
| Divulgação | |
| Felipe Calderón |
Segundo informações das agências de notícias, o diretor da revista Rio Doce , Ismael Bojórquez, declarou: "O governo federal não protege nem a si mesmo". A publicação circula na cidade de Sinaloa, ao norte do México, que registra crimes atribuídos a integrantes de um cartel de drogas da região.
Calderón havia se comprometido a colocar em andamento um plano para a proteção dos jornalistas no país a partir de outubro, durante uma reunião com representantes do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Os representantes dos meios de comunicação mexicanos afirmaram que, devido aos constantes atos de violência praticados contra jornalistas, os profissionais começaram a adotar a autocensura para evitar retaliações. Durante a reunião, o grupo teria discutido a criação de uma aliança para proteção dos jornalistas ameaçados pelo crime organizado, e um comitê para os representar diante do governo do país.
Um estudo revelou que o México é o país mais perigoso para se exercer o jornalismo na América Latina. Segundo o CPJ, mais de 30 jornalistas foram mortos em solo mexicano e um está desaparecido desde 2006, quando Calderón iniciou uma guerra contra o narcotráfico no país.
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