Pimenta Neves revela que poderia ter deixado o país, mas preferiu aguardar condenação
Antônio Marcos Pimenta Neves, ex-diretor do Estadão e responsável pelo assassinato da ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, em 2000, concedeu entrevista exclusiva ao “Domingo Espetacular”, da Record, e falou sobre a vida no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpre pena há pouco mais de 13 anos.
Ao programa, o jornalista revelou que poderia ter fugido do Brasil e estar em liberdade até hoje. “Eu não quero minimizar de maneira alguma o que eu fiz, tanto que poderia ter ido embora do País antes do meu julgamento. Tenho visto permanente nos Estados Unidos. Eu poderia ter ido pra qualquer lugar. Não foram poucas as pessoas que sugeriram isso, [mas] eu sempre recusei. Aguardei pacientemente aqui, resignadamente o meu julgamento e minha condenação”.
Condenado a 15 anos de prisão e agora beneficiado ao regime semiaberto, o qual o permite sair para trabalhar e estudar durante o dia e retornar à prisão no período noite, Pimenta Neves revelou ser amigo dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, presos por participação no assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, em outubro de 2002.
No dia em que Neves pôde deixar a cadeia, Christian também saiu e foi elogiado por ele. “Esse, por exemplo, é um menino de um talento extraordinário. Eu sou apaixonado por musica, jazz (...). Ele é um baterista extraordinário”, afirmou.
Aos 76 anos, o jornalista alega ser “muito doloroso” relembrar o caso, impedindo-o de conceder entrevistas. “Eu nunca disse uma palavra contra a Sandra, nem depus no júri, pra não dizer nada. E proibi os meus advogados e minhas testemunhas de defesa de falarem qualquer coisa sobre ela”, acrescentou.
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