“Photowalk” reúne várias gerações de fotógrafos em caminhada pela interatividade
Edição brasileira da caminhada matinal da fotografia tem um objetivo maior, segundo seu criador. Iniciativa pode inspirar novos projetos.
Atualizado em 21/11/2014 às 15:11, por
Christh Lopes*.
Em mais um dia de trabalho, o fotógrafo Marcello Barbusci se prepara para registrar a paisagem do momento. Na capital paulista, sai às ruas religiosamente às 7 horas da manhã a fim de encontrar uma imagem que desperte um sentimento ao leitor. Assim como num arranha-céu, que marca as mudanças de uma cidade, quis reunir as variadas facetas, no caso, da sua profissão, num só lugar.
Crédito:Marcello Barbusci Fotógrafo criou edição brasileira do photowalk
Havia uma lacuna, segundo, ele, entre os novos profissionais e os já estabelecidos no mercado de fotografia. As gerações não tinham o hábito de trocar experiências. “É algo cultural e social, o que em muitas vezes fazem repelir um aos outros, ou seja, algo sem coerência ao meu modo de ver”.
Na edição brasileira do “ ”, a caminhada não está restrita somente a uma saída fotográfica, usada como pano de fundo para encontro entre os principais colegas de profissão. O projeto mostra que quem tem a chamada "bagagem" pode construir as bases da carreira de quem está começando.
O evento reúne fotógrafos profissionais, amadores, apaixonados pela fotografia e todos aqueles que desejam compartilhar suas impressões sobre a área. Uma vez unido, o grupo se move em busca de uma visão fresca sobre a cidade. Em 2011, o também publicitário, de 46 anos, começou a usar sua máquina e nunca mais parou. Na época, fundou a revista Black&White in Color .
Por meio da publicação, que conta com versões em inglês e português, ele vislumbrava unir as diferentes tribos para proporcionar algo que as colocassem em contato direto esses povos que antes não se conversavam de forma aberta. “Ela me deu a abertura de conversar com os fotógrafos que a procuravam para falar sobre seu conteúdo editorial e aproveitava esse espaço para criar a ponte”.
A caminhada brasileira da fotografia está na 70ª edição e com planos ainda mais altos. Quando fala sobre a iniciativa, Barbusci deixa escapar a satisfação por ver a arte de fotografar cada vez mais integrada.
Através do encontro pessoas dos mais variados segmentos fotográficos encontraram o seu foco artístico na profissão. “A cada dia vejo uma relação entre o passado e o presente mais interativa, onde todos aprendem uns com os outros o tempo todo”. Como resultados, ele conta que diversos iniciantes mudaram a sua trajetória assim como vários fotógrafos voltaram a ter ‘tesão’ pela arte.
Em certos casos, tal aspecto desaparece por conta pelas atividades do cotidiano e pela rotina devido ao trabalho repetitivo. A reflexão pode gerar até um novo formato de trabalho. “Muitos descobriram que existia um lado artístico dentro de sua fotografia autoral e consegui levar alguns deles para galerias onde passaram a comercializar o que antes ficava esquecido em seu HD”, diz.
Modelo brasileiro do “PhotoWalk” foi criado para o país
As características da edição brasileira são distintas das que acontecem ao redor do mundo. Primeiro, pelos dias certos para acontecer. As quartas e aos sábados, os grupos se reúnem, às 7 horas, para realizar a caminhada.
Segundo Barbusci, o evento no dia útil pode dar um 'break' na semana. “O participante tem uma pausa para deixar de pensar no trivial e aliviar sua tensão”, afirma.
“Aos sábados é para fechar a semana com chave de ouro onde o participante liberta suas ideias atrás da lente e libera a adrenalina da semana de forma suave e contemplativa”. O horário foi definido para não interferir nas atividades diárias dos envolvidos, que são contemplados com um café da manhã especial e com o bate-papo iniciado, ainda, durante a caminhada pela interatividade.
Neste ano, o projeto comandado pelo publicitário já foi realizado em Roma, na Itália, em Portugal, em Brasília, em João Pessoa, em Campos do Jordão, Paranapiacaba e também em Itu. A resposta positiva do público fez com que fossem programados outros. Um deles será realizado no interior paulista, em São José dos Campos, onde ele palestrará no Fotoclube da cidade.
Os demais devem acontecer em Belo Horizonte, em Tiradentes, em Salvador, no Rio de Janeiro, entre outros. No exterior, Roma está confirmada para uma segunda edição, que será realizada no início do ano que vem. Buenos Aires, Cusco, Miami, Nova York estão em processo de negociação.
“Estou conversando e aberto a conversas com possíveis patrocinadores que tenham interesse em se aproximar deste público que vive a fotografia entre outras coisas”, revela. Os próximos passos da iniciativa não devem ficar restritos apenas a realização de eventos. Com vasto número de imagens, uma exposição sobre o crescimento e desenvolvimento das cidades é avaliada positivamente.
Um livro também poderá ser produzido. Só que, o que tem tomado toda a atenção do fotógrafo Marcello Barbusci é uma nova ação de final de ano, que ele não pôde revelar; disse apenas que ela vai dar o que vai falar e que todos irão tomar conhecimento do "Photowalk" de uma outra forma. Se você deseja participar das próximas caminhadas, fique ligado na página do no Facebook.
Confira a galeria:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Marcello Barbusci Fotógrafo criou edição brasileira do photowalk
Havia uma lacuna, segundo, ele, entre os novos profissionais e os já estabelecidos no mercado de fotografia. As gerações não tinham o hábito de trocar experiências. “É algo cultural e social, o que em muitas vezes fazem repelir um aos outros, ou seja, algo sem coerência ao meu modo de ver”.
Na edição brasileira do “ ”, a caminhada não está restrita somente a uma saída fotográfica, usada como pano de fundo para encontro entre os principais colegas de profissão. O projeto mostra que quem tem a chamada "bagagem" pode construir as bases da carreira de quem está começando.
O evento reúne fotógrafos profissionais, amadores, apaixonados pela fotografia e todos aqueles que desejam compartilhar suas impressões sobre a área. Uma vez unido, o grupo se move em busca de uma visão fresca sobre a cidade. Em 2011, o também publicitário, de 46 anos, começou a usar sua máquina e nunca mais parou. Na época, fundou a revista Black&White in Color .
Por meio da publicação, que conta com versões em inglês e português, ele vislumbrava unir as diferentes tribos para proporcionar algo que as colocassem em contato direto esses povos que antes não se conversavam de forma aberta. “Ela me deu a abertura de conversar com os fotógrafos que a procuravam para falar sobre seu conteúdo editorial e aproveitava esse espaço para criar a ponte”.
A caminhada brasileira da fotografia está na 70ª edição e com planos ainda mais altos. Quando fala sobre a iniciativa, Barbusci deixa escapar a satisfação por ver a arte de fotografar cada vez mais integrada.
Através do encontro pessoas dos mais variados segmentos fotográficos encontraram o seu foco artístico na profissão. “A cada dia vejo uma relação entre o passado e o presente mais interativa, onde todos aprendem uns com os outros o tempo todo”. Como resultados, ele conta que diversos iniciantes mudaram a sua trajetória assim como vários fotógrafos voltaram a ter ‘tesão’ pela arte.
Em certos casos, tal aspecto desaparece por conta pelas atividades do cotidiano e pela rotina devido ao trabalho repetitivo. A reflexão pode gerar até um novo formato de trabalho. “Muitos descobriram que existia um lado artístico dentro de sua fotografia autoral e consegui levar alguns deles para galerias onde passaram a comercializar o que antes ficava esquecido em seu HD”, diz.
Modelo brasileiro do “PhotoWalk” foi criado para o país
As características da edição brasileira são distintas das que acontecem ao redor do mundo. Primeiro, pelos dias certos para acontecer. As quartas e aos sábados, os grupos se reúnem, às 7 horas, para realizar a caminhada.
Segundo Barbusci, o evento no dia útil pode dar um 'break' na semana. “O participante tem uma pausa para deixar de pensar no trivial e aliviar sua tensão”, afirma.
“Aos sábados é para fechar a semana com chave de ouro onde o participante liberta suas ideias atrás da lente e libera a adrenalina da semana de forma suave e contemplativa”. O horário foi definido para não interferir nas atividades diárias dos envolvidos, que são contemplados com um café da manhã especial e com o bate-papo iniciado, ainda, durante a caminhada pela interatividade.
Neste ano, o projeto comandado pelo publicitário já foi realizado em Roma, na Itália, em Portugal, em Brasília, em João Pessoa, em Campos do Jordão, Paranapiacaba e também em Itu. A resposta positiva do público fez com que fossem programados outros. Um deles será realizado no interior paulista, em São José dos Campos, onde ele palestrará no Fotoclube da cidade.
Os demais devem acontecer em Belo Horizonte, em Tiradentes, em Salvador, no Rio de Janeiro, entre outros. No exterior, Roma está confirmada para uma segunda edição, que será realizada no início do ano que vem. Buenos Aires, Cusco, Miami, Nova York estão em processo de negociação.
“Estou conversando e aberto a conversas com possíveis patrocinadores que tenham interesse em se aproximar deste público que vive a fotografia entre outras coisas”, revela. Os próximos passos da iniciativa não devem ficar restritos apenas a realização de eventos. Com vasto número de imagens, uma exposição sobre o crescimento e desenvolvimento das cidades é avaliada positivamente.
Um livro também poderá ser produzido. Só que, o que tem tomado toda a atenção do fotógrafo Marcello Barbusci é uma nova ação de final de ano, que ele não pôde revelar; disse apenas que ela vai dar o que vai falar e que todos irão tomar conhecimento do "Photowalk" de uma outra forma. Se você deseja participar das próximas caminhadas, fique ligado na página do no Facebook.
Confira a galeria:
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





