PF investiga libanês por propagação de racismo pela internet
PF investiga libanês por propagação de racismo pela internet
A Polícia Federal (PF) manteve preso por 21 dias um comerciante libanês suspeito de propagar informações racistas e anti-americanas na internet. O órgão de segurança investiga a participação do asiático no grupo extremista Al-Qaeda. Os advogados de defesa do libanês, radicado no Brasil, contestam as denúncias da PF.
O comerciante, que tem mulher e filhas brasileiras, por sigilo da PF, não teve o nome identificado. Para apurar denúncias e preservar sigilo, o órgão federal atribui a prisão do comerciante à investigação sobre células nazistas. O suspeito foi liberado no último dia 18, pelo mesmo juiz que o pôs em cárcere. Segundo o magistrado, a prisão já não seria mais necessária para o caso.
Na decisão do desembargador Baptista Pereira, do Tribunal Regional da 3ª Região, que negou habeas-corpus impetrado pelo advogado de defesa, as investigações da PF apontariam para a participação do comerciante em grupos como a "Al Qaeda".
"Consta dos autos que o paciente está sendo investigado pela Polícia Federal, na denominada Operação Imperador, originada de interceptações telefônicas, com a finalidade de investigar a existência de suposta organização denominada "Jihad Media Battalion", que propagaria material de cunho racista e intolerância religiosa na rede mundial de computadores, visando à incitação aos ocidentais e o fomento de ideologia antissemita, colaborando com grupos como Al Qaeda", disse Pereira.
O advogado do suspeito, Mehry Daychoum, contesta as informações e diz que a Polícia cometeu equívoco ao associar comentários na internet com participação em grupos extremistas. Segundo ele, o cliente foi "infeliz" ao publicar citações na web, mas possui residência fixa no Brasil, é comerciante e não possui qualquer vínculo com a Al Qaeda.
Após a soltura do investigado, a procuradora federal Ana Letícia Absy informou que as investigações preliminares da PF não comprovaram associação do Fórum na internet com grupos extremistas do Líbano. A informação é da Folha de S.Paulo
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