PF fecha rádio pirata que criticava candidata ao governo do PA

PF fecha rádio pirata que criticava candidata ao governo do PA

Atualizado em 23/08/2010 às 10:08, por Paula Franco/Redação Portal IMPRENSA.

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A Polícia Federal (PF) fechou, no último sábado (21), uma rádio pirata de Belém (PA) que fazia críticas a governadora Ana Júlia Carepa (PT), que concorre à reeleição. A Rádio Tabajara FM operava há dois anos e meio também na internet, e não havia recebido ameaça de fechamento.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , a emissora tentava regularizar sua situação junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O jornalista Carlos Mendes, que trabalha na emissora, reconheceu que a rádio é ilegal, mas que obter a regularização depende de "carteirinha de deputado federal".

A Tabajara FM era conhecida na cidade por ironizar políticos locais. Mendes disse que a governadora teria intercedido politicamente no fechamento da rádio. O jornalista declarou, também, que os policiais federais não tinham ordem judicial: "Disseram que cumpriam uma operação de rotina. Quando eu perguntei se a ordem vinha de cima, eles disseram que sim, e até me pediram desculpas", informou o profissional de imprensa.

A PF apreendeu equipamentos de transmissão no local. Porém, ainda é possível ouvir a rádio pela web. No da Tabajara FM, a ação de fechamento é caracterizada como "censura".

Procurada pelo Portal IMPRENSA, a assessoria de imprensa da coligação de Ana Júlia, "Frente Popular Acelera Pará", negou o envolvimento da candidata na operação da PF. "A Anatel realizou uma inspeção de rotina e constatou que a rádio é ilegal. É evidente que está se usando o episódio para atacar a governadora. Não se pode defender a liberdade de expressão à revelia do que se estabelece a lei", disse a assessoria.

Em nota, a coligação informa que havia entrado com uma ação na Justiça Eleitoral contra a rádio, alegando que Mendes e o jornalista Francisco Sidou faziam comentários jocosos sobre a governadora e expressavam "claramente uma série de opiniões" contra Ana Júlia.

A "Acelera Pará", baseada na Lei Eleitoral que proíbe a ridicularização de candidatos durante o período eleitoral, pede a aplicação de multa contra a emissora. "Foi pedido pagamento de multa, não fechamento da rádio. Ana Júlia é contrária a qualquer tipo de censura à imprensa", afirmou a coligação.

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