PF encontra R$ 102 mil com radialista colaborador de campanha de deputado
Mário Welber foi flagrado com o dinheiro vivo numa pasta de mão, além de estar em posse de 16 cheques da campanha de um parlamentar tucano.
Atualizado em 02/10/2014 às 18:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Policia Federal abriu inquérito para investigar o radialista e suplente de um vereador em São José do Rio Preto (SP) Mário Weber. O homem foi flagrado por agentes com R$ 102 mil em dinheiro vivo e mais 16 cheques presentes num envelope ao tentar embarcar no aeroporto de Congonhas, no último sábado (27/9). Ele colabora com a campanha do deputado estadual Bruno Covas (PSDB).
Crédito:Reprodução Colaborador de Bruno Covas (foto) será investigado por carregar R$ 102 mil em dinheiro vivo
Segundo O Estado de S. Paulo, o comunicador foi detido pelos policiais após passar pelo aparelho de raio x do local. O dispositivo identificou o dinheiro presente nos materiais de Weber, que não teria explicado a procedência das cédulas que carregava consigo. Apoiador de Covas, ele também atua como mestre de cerimônias de uma Câmara Municipal no interior do estado de São Paulo.
Por causa das eleições, agentes de vigilância atuam de forma mais presente nos aeroportos, porque políticos e assessores costumam circular com recursos em espécie. O radialista foi barrado quando embarcava com destino a Rio Preto. “O dinheiro é meu, não tem nada com a campanha do Bruno. Esse dinheiro é de um trabalhador anônimo, uma pessoa que está na batalha”, afirmou Mário Weber.
“Eu não tenho como andar com meu imposto de renda debaixo do braço, mas afirmo que tenho como comprovar a origem do dinheiro, tenho renda e caixa. Sou um microempresário na área de mídia”, acrescenta. Questionado sobre o material de campanha de Covas que foi encontrado em sua posse, o comunicador reitera que apenas estava transportando o envelope com cheques ao interior.
Weber afirmou que “se eu soubesse que ia dar tudo isso não teria me comprometido a levar. Se não existissem algumas anotações pessoais e o cartão [de Bruno Covas] jamais iriam me parar. É uma leviandade até com ele (Covas), na véspera das eleições. Isso vai acabar com a minha vida. Vão achar que eu estava com dólares na cueca”.
Candidato à reeleição pelo PSDB, Covas foi ex-presidente da juventude do partido e hoje é secretário-geral estadual da agremiação. Por sua vez, o radialista se identifica nas redes sociais como "assessor da Secretaria do Meio Ambiente do Estado", pasta que o parlamentar foi secretário em 2011, nomeado pelo atual governador Geraldo Alckmin.
Radialista deve esclarecer caso à PF
Mário Weber afirma que iria entregar o envelope para um certo "sr. Ulisses". "Ele trabalha diretamente com o Bruno na Assembleia. Eu sou apenas um colaborador. Eu também colaboro com outras campanhas. Foram apreendidos vários cartões lá. Não trabalho na assessoria dele [Covas], não sou coordenador, nem tesoureiro de campanha. Conheci o Bruno da política, todo mundo hoje conhece o Bruno. Essa história só está dando tudo isso porque ele é um político em ascensão”, conta.
De acordo com o comunicador, os cheques seriam destinados ao pagamento de despesas da campanha do deputado com fornecedores e "pessoas que trabalham na campanha". "Eu não sei exatamente quais despesas, me entregaram cheques num envelope, eu separei e guardei no compartimento da pasta”. Ele disse ainda que justificará à PF a procedência do dinheiro que levava.
"O delegado deu 15 dias, mas na segunda-feira que vem eu já apresento a documentação, as notas todas. Se eu não comprovar essa renda no prazo legal podem acabar com a minha vida. Estamos a poucas horas das eleições. É muito fácil falar. Encontraram cartões de outros políticos!", disse Weber.
Crédito:Reprodução Colaborador de Bruno Covas (foto) será investigado por carregar R$ 102 mil em dinheiro vivo
Segundo O Estado de S. Paulo, o comunicador foi detido pelos policiais após passar pelo aparelho de raio x do local. O dispositivo identificou o dinheiro presente nos materiais de Weber, que não teria explicado a procedência das cédulas que carregava consigo. Apoiador de Covas, ele também atua como mestre de cerimônias de uma Câmara Municipal no interior do estado de São Paulo.
Por causa das eleições, agentes de vigilância atuam de forma mais presente nos aeroportos, porque políticos e assessores costumam circular com recursos em espécie. O radialista foi barrado quando embarcava com destino a Rio Preto. “O dinheiro é meu, não tem nada com a campanha do Bruno. Esse dinheiro é de um trabalhador anônimo, uma pessoa que está na batalha”, afirmou Mário Weber.
“Eu não tenho como andar com meu imposto de renda debaixo do braço, mas afirmo que tenho como comprovar a origem do dinheiro, tenho renda e caixa. Sou um microempresário na área de mídia”, acrescenta. Questionado sobre o material de campanha de Covas que foi encontrado em sua posse, o comunicador reitera que apenas estava transportando o envelope com cheques ao interior.
Weber afirmou que “se eu soubesse que ia dar tudo isso não teria me comprometido a levar. Se não existissem algumas anotações pessoais e o cartão [de Bruno Covas] jamais iriam me parar. É uma leviandade até com ele (Covas), na véspera das eleições. Isso vai acabar com a minha vida. Vão achar que eu estava com dólares na cueca”.
Candidato à reeleição pelo PSDB, Covas foi ex-presidente da juventude do partido e hoje é secretário-geral estadual da agremiação. Por sua vez, o radialista se identifica nas redes sociais como "assessor da Secretaria do Meio Ambiente do Estado", pasta que o parlamentar foi secretário em 2011, nomeado pelo atual governador Geraldo Alckmin.
Radialista deve esclarecer caso à PF
Mário Weber afirma que iria entregar o envelope para um certo "sr. Ulisses". "Ele trabalha diretamente com o Bruno na Assembleia. Eu sou apenas um colaborador. Eu também colaboro com outras campanhas. Foram apreendidos vários cartões lá. Não trabalho na assessoria dele [Covas], não sou coordenador, nem tesoureiro de campanha. Conheci o Bruno da política, todo mundo hoje conhece o Bruno. Essa história só está dando tudo isso porque ele é um político em ascensão”, conta.
De acordo com o comunicador, os cheques seriam destinados ao pagamento de despesas da campanha do deputado com fornecedores e "pessoas que trabalham na campanha". "Eu não sei exatamente quais despesas, me entregaram cheques num envelope, eu separei e guardei no compartimento da pasta”. Ele disse ainda que justificará à PF a procedência do dinheiro que levava.
"O delegado deu 15 dias, mas na segunda-feira que vem eu já apresento a documentação, as notas todas. Se eu não comprovar essa renda no prazo legal podem acabar com a minha vida. Estamos a poucas horas das eleições. É muito fácil falar. Encontraram cartões de outros políticos!", disse Weber.





