PF e Gefron sabiam de reportagem da TVCA sobre teste na segurança da fronteira

O Ministério Público Federal (MPF) informou, por meio de nota, que havia comunicado a Polícia Federal e o Grupo Especializado de Fronteira (

Atualizado em 14/10/2015 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Gefron) sobre o interesse da , afiliada da Globo no Mato Grosso, em realizar uma reportagem para simular o transporte de cocaína na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, na região de Cáceres (MT).
Crédito:Reprodução Ministério Público "dedurou" reportagem da TV Centro América à PF e ao Gefron
Em razão disso, uma equipe da emissora foi presa e encaminhada à base da PF com 232 kg de substância análoga à cocaína. Um teste químico apontou que não se tratava da droga. Os profissionais foram libertados na última terça-feira (13/10).
"O MPF informou à TV Centro América, em duas ocasiões, que não tem atribuição de autorizar ou avalizar a realização da matéria jornalística. E, na obrigação da transparência com as instituições que fazem a segurança na fronteira, o MPF comunicou a Polícia Federal", diz o texto.
O órgão fala ainda sobre a "importância da investigação jornalística" e destaca a relação com a imprensa dentro dos limites da legalidade e transparência. "O mesmo dever de transparência com as instituições da Polícia Federal e com o Gefron levou o MPF a comunicar à TV Centro América, ainda na tarde de sexta-feira 09/10, que a força policial tinha conhecimento da pauta", completou.
De acordo com o site Olhar Direto, os dois veículos utilizados para fazer a reportagem, dirigida pelo jornalista Alex Barbosa, permanecem apreendidos pela Polícia Federal. Em nota divulgada na manhã da última terça (14/10) durante o jornal "Bom Dia Mato Grosso", a emissora disse que informou ao MPF sobre a produção da matéria e destacou que o trabalho foi legal.
O secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, disse que a ação do Gefron foi legítima e informou que o caso será analisado. Segundo ele, o episódio desviou "as forças de segurança pública do seu objetivo, deixando a fronteira desguarnecida, o que causou também prejuízo aos cofres públicos, com emprego de força pública para atender uma demanda pessoal e de interesse particular da emissora".
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