PF convoca diretor de jornal para depor sobre caso de quebra de sigilo de fiscal

PF convoca diretor de jornal para depor sobre caso de quebra de sigilo de fiscal

Atualizado em 28/10/2010 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O diretor de redação do jornal Estado de Minas , Josemar Gimenez, será convocado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento sobre o caso de quebra de sigilo fiscal de aliados e familiares do candidato à presidência José Serra (PSDB). Os investigadores querem descobrir se o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que foi indiciado por violação de dados fiscais, encomendava os documentos em nome da publicação.

Ribeiro Jr. trabalhou durante três anos para o veículo mineiro e havia sido contratado para integrar o núcleo de inteligência da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). O depoimento de Gimenez ainda não tem data marcada, de acordo com o Terra Magazine.

Na última segunda-feira (25), Ribeiro Jr. foi indiciado por quatro crimes: corrupção ativa, violação de sigilo funcional, uso de documento falso e oferecimento de vantagem à testemunha. O ex-repórter do Estado de Minas havia confessado ter feito encomenda para obter dados sigilosos de registro do Imposto de Renda de tucanos. Entre eles, os do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e, também, os da filha e do genro de Serra.

Segundo as investigações da PF, as quebras de sigilo foram pedidas por intermediários a funcionários da Receita Federal, e, em alguns casos, foram apresentados documentos falsos. O jornalista declarou que suas pesquisas começaram depois de ter sido informado sobre um grupo, ligado ao deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB - RJ), que estaria investigando o senador eleito por Minas, e também tucano, Aécio Neves.

Após a repercussão do caso, o Estado de Minas divulgou nota negando seu envolvimento na quebra de sigilo fiscal. O texto declarava que as notícias sobre a suposta ligação do jornal decorriam de "debates acalorados às vésperas da eleição", e que durante todo o período em que Ribeiro Jr. trabalhou para o veículo não publicou reportagens sobre o assunto.

Neves também se pronunciou sobre o tema, dizendo que repudia, "com veemência e indignação", a vinculação de seu nome ao caso, e que não possui "qualquer tipo de relação" com o jornalista. "Tal prática jamais fez parte da minha história política em 25 anos de vida pública", afirmou o senador.
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