Pesquisadores acreditam que crackers devem atacar e invadir smartphones

Pesquisadores acreditam que crackers devem atacar e invadir smartphones

Atualizado em 15/10/2008 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Analistas de segurança na web declararam, em estudo, que crackers devem direcionar seus ataques para os recém-lançados serviços de Internet em smartphones, como meio de invadir os dados dos aparelhos. Transformar celulares em "computadores zumbis" é um dos prováveis tipos de ação criminosa, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (15) por pesquisadores da Georgia Tech.

A pesquisa aponta que, devido a popularização do uso da rede mundial em telefones móveis, o cibercriminosos devem utilizar o sistema de "botnets" - redes de computadores infectados ou PCs robôs - para a disseminação de spams e ataques de negação de serviço, que paralisam servidores com intenso tráfego de Internet, para atingir os celulares. Segundo publicado pela agência Associated Press, as botnets são eficazes para os criminosos porque dispõem de grande poder computacional e podem ser ininterruptamente reabastecidas com novas máquinas contaminadas.

De forma geral, as vítimas do ataque por botnets não se dão conta da invasão. Por conta disso, os pesquisadores concluíram que se os aparelhos móveis forem usados para formar tais redes, novos tipos de spams lucrativos surgirão. "A questão é: será que eles realmente conseguem ganhar dinheiro sem correrem riscos?", explicou o especialista Joe Stewart, diretor de pesquisas sobre pragas virtuais da SecureWorks.

O professor de Ciência da Computação da Georgia Tech, Patrick Traynor, os celulares são a plataforma perfeita para os crackers. "Obviamente terão que resolver desafios, mas temos visto que eles superam esses obstáculos na maioria das vezes", alertou Traynor.

No Brasil, os smartphones chegaram oficialmente às lojas pelas operadoras Claro e Vivo, no final de setembro. A Apple trouxe o modelo iPhone 3G, seguida pelo Blackberry da Nokia.

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