Pesquisa revela impacto emocional da pandemia nos profissionais de imprensa
Realizada no mês de abril pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), uma pesquisa sobre os impactos da crise do novo coronavírus nocotidiano profissional dos jornalistas revelou que mais de 60% dos entrevistados relataram aumento da ansiedade e do estresse desde o início da pandemia.
Atualizado em 04/06/2020 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os jornalistas brasileiros representam 22% do total de entrevistados. A pesquisa foi aplicada no Brasil pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entre os dias 26 e 28 de abril.
Ao todo foram entrevistados 295 profissionais (51,53% mulheres e 48,47% homens).
Sobre os impactos da pandemia nos salários, 59,18% responderam que tiveram reduções e 40,82% responderam que não foram afetados nesse aspecto.
Sobre mudanças nas funções profissionais desempenhadas, mais de 30% dos jornalistas responderam que trocaram de editoria ou de temas que costumavam cobrir e cerca de 16% relataram falta de equipamento de proteção para trabalho externo. Menos de 10% relataram não ter ocorrido nenhuma mudança no trabalho durante a pandemia.
A FENAJ já está fazendo uma nova pesquisa sobre os impactos da pandemia nas condições de trabalho dos jornalistas nos meses de maio e junho.
O formulário para o levantamento está disponível no site da entidade. A ideia é monitorar a contaminação por coronavírus entre os jornalistas, as condições de trabalho nas redações, o uso de home office e os acordos individuais de redução de salários e jornada.





