Pesquisa mostra que Twitter do "Estadão" foi o mais popular durante manifestações em SP
Levantamento realizado pelo professor Fabio Malini, um dos coordenadores do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic/Ufes), apontou que o perfil no Twitter do Estadão foi o mais acessado e ativo durante a cobertura dos protestos pelo Brasil contra o aumento das tarifas de transporte público.
Atualizado em 28/06/2013 às 12:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Microblog do jornal foi o mais acessado e retuitado durante manifestações em SP
Segundo a publicação, para chegar à conclusão Malini utilizou a palavra "tarifa" para filtrar as informações e analisou mais de 17 mil tweets relacionados às manifestações, publicados entre 17h e 23h50 do dia 13 de junho, quando os protestos ganharam maior dimensão depois da ação policial violenta em São Paulo.
"Nesse dia tivemos um contexto de ampliação da base de indignação das pessoas sobre os temas dos protestos", explica.
Por meio de um conjunto de softwares que fazem a extração, o processamento e a visualização dos dados do microblog, Malini pôde constatar que o perfil do Estadão foi o que teve maior número de retuítes e menções na cobertura dos protestos, representando 10,5% de todas as republicações que continham a palavra "tarifa".
De acordo com o professor, a imprensa tem o papel de autoridade nas redes sociais, pois autentica a veracidade das informações. "O fato de o Estadão aparecer em destaque é devido à sua autoridade entre os tweeteiros", analisa.
Além disso, o pesquisador considera que o perfil do Estadão no Twitter acompanhou todo o protesto de perto e observou o fluxo daquilo que era noticiado por várias fontes, como os ativistas na rua e demais veículos da imprensa online. Assim, conseguiu alcançar pessoas com diferentes visões sobre os protestos. "É um elemento novo, o Estadão conseguiu mobilizar uma pluralidade de perspectivas", diz Malini.





