Pesquisa do Facebook revela que memes evoluem na internet como genes humanos
O Facebook publicou nesta quarta-feira (8/1), em sua página de pesquisas "Facebook Data Science", o resultado de um estu
Atualizado em 09/01/2014 às 17:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Facebook nesta quarta-feira (8/1), em sua página de pesquisas "Facebook Data Science", o resultado de um estudo que indica que memes - mensagens que se espalham em larga escala pela internet - sofrem processos de evolução e adaptação semelhantes aos genes de seres vivos.
Crédito:Reprodução/Facebook Estudo teve como base o meme "Obamacare", que criticava a política de saúde pública do presidente dos EUA
Segundo a Folha de S. Paulo , o texto tem como base o meme " Obamacare ", que se espalhou em 2009, em que usuários norte-americanos compartilharam a mensagem "Ninguém deveria morrer por não poder pagar por assistência médica, e ninguém deveria ir à falência por ficar doente. Se você concorda, publique isso como seu status pelo resto do dia", numa tradução livre. O post faz alusão á proposta de lei do presidente Barack Obama que democratiza o acesso à saúde nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, em setembro de 2009, 470 mil usuários do Facebook replicaram o meme original, sem qualquer alteração. Porém, em algum momento a mensagem sofreu uma mudança, incluindo o nome do autor que compartilhava o meme, e foi copiada 60.000 vezes. E este é só um exemplo de "mutação" que a mensagem original sofreu, de acordo com a pesquisa, que contabilizou um total de 121.605 variações em 1,14 milhão de postagens.
Após apresentar outros exemplos de memes, o texto conclui que foi observada uma série de paralelos entre a evolução de informações numa rede social e a forma como o genoma humano evolui. A pesquisa relembra ainda o primeiro uso da palavra "meme", no livro "O Gene Egoísta", 1976, do biólogo Richard Dawkins, que o usa para ilustrar a forma como ideias se multiplicam e evoluem.
Segundo o texto, ficou claro também que os memes se adaptam para atender a determinados nichos, grupos na rede social, desde pessoas com ideias contrárias às da mensagem original, até fãs de um determinado segmento ou obra de ficção. Segundo o Facebook, o estudo foi realizado com dados anônimos e se limitou a analisar as atualizações de status que continham apenas texto.
Crédito:Reprodução/Facebook Estudo teve como base o meme "Obamacare", que criticava a política de saúde pública do presidente dos EUA
Segundo a Folha de S. Paulo , o texto tem como base o meme " Obamacare ", que se espalhou em 2009, em que usuários norte-americanos compartilharam a mensagem "Ninguém deveria morrer por não poder pagar por assistência médica, e ninguém deveria ir à falência por ficar doente. Se você concorda, publique isso como seu status pelo resto do dia", numa tradução livre. O post faz alusão á proposta de lei do presidente Barack Obama que democratiza o acesso à saúde nos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, em setembro de 2009, 470 mil usuários do Facebook replicaram o meme original, sem qualquer alteração. Porém, em algum momento a mensagem sofreu uma mudança, incluindo o nome do autor que compartilhava o meme, e foi copiada 60.000 vezes. E este é só um exemplo de "mutação" que a mensagem original sofreu, de acordo com a pesquisa, que contabilizou um total de 121.605 variações em 1,14 milhão de postagens.
Após apresentar outros exemplos de memes, o texto conclui que foi observada uma série de paralelos entre a evolução de informações numa rede social e a forma como o genoma humano evolui. A pesquisa relembra ainda o primeiro uso da palavra "meme", no livro "O Gene Egoísta", 1976, do biólogo Richard Dawkins, que o usa para ilustrar a forma como ideias se multiplicam e evoluem.
Segundo o texto, ficou claro também que os memes se adaptam para atender a determinados nichos, grupos na rede social, desde pessoas com ideias contrárias às da mensagem original, até fãs de um determinado segmento ou obra de ficção. Segundo o Facebook, o estudo foi realizado com dados anônimos e se limitou a analisar as atualizações de status que continham apenas texto.





