Pesquisa divulgada pelo CNJ corrobora percepção de punitivismo na cobertura jornalística de justiça criminal
Focada nas formas como o jornalismo aborda o sistema prisional e a justiça criminal, pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e
Atualizado em 21/05/2021 às 17:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Planejamento (Cebrap), pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) corroborou a percepção de punitivismo na cobertura de segurança pública.
Os resultados do estudo foram revelados nesta quinta (20), no Seminário de Pesquisas Empíricas aplicadas a Políticas Judiciárias, que foi transmitido ao vivo no canal do YouTube do CNJ.
Batizada de “Mídia, Sistema de Justiça Criminal e Encarceramento: narrativas compartilhadas e influências recíprocas”, a pesquisa analisou 474 notícias de 63 veículos de informação, dividindo em 16 tipos de crimes, no período de 2017 e 2018.O estudo avaliou também 681 sentenças judiciais no período.
Segundo os resultados obtidos, advogados, juízes e promotores são influenciados pela imprensa, daí a necessidade de discutir a relação entre jornalismo e justiça. O estudo também indica que em muitos casos a cobertura jornalística da justiça criminal é pautada por racismo, preconceito e pressão por punição.
Essa conclusão baseia-se em uma série de dados, a começar pelo fato de que em 25% das matérias analisadas não havia fontes de informação. Apenas em 33% delas havia mais de uma fonte. Além disso, três em cada quatro matérias sobre casos criminais no Brasil (74%) trazem apenas argumentos da acusação.
Os pesquisadores perceberam também que há uma falta crítica de reportagens analíticas e propositivas sobre o tema criminal.
O seminário com os resultados da pesquisa pode ser assistido aqui:
Os resultados do estudo foram revelados nesta quinta (20), no Seminário de Pesquisas Empíricas aplicadas a Políticas Judiciárias, que foi transmitido ao vivo no canal do YouTube do CNJ.
Batizada de “Mídia, Sistema de Justiça Criminal e Encarceramento: narrativas compartilhadas e influências recíprocas”, a pesquisa analisou 474 notícias de 63 veículos de informação, dividindo em 16 tipos de crimes, no período de 2017 e 2018.O estudo avaliou também 681 sentenças judiciais no período.
Segundo os resultados obtidos, advogados, juízes e promotores são influenciados pela imprensa, daí a necessidade de discutir a relação entre jornalismo e justiça. O estudo também indica que em muitos casos a cobertura jornalística da justiça criminal é pautada por racismo, preconceito e pressão por punição.
Essa conclusão baseia-se em uma série de dados, a começar pelo fato de que em 25% das matérias analisadas não havia fontes de informação. Apenas em 33% delas havia mais de uma fonte. Além disso, três em cada quatro matérias sobre casos criminais no Brasil (74%) trazem apenas argumentos da acusação.
Os pesquisadores perceberam também que há uma falta crítica de reportagens analíticas e propositivas sobre o tema criminal.
O seminário com os resultados da pesquisa pode ser assistido aqui:





