Pesquisa destaca precarização e degradação das condições de trabalho no jornalismo
Uma pesquisa realizada pela Societé Civile des Auteurs Multimédias (SCAM) constatou que o exercício do jornalismo é marcado pela precarização e degradação das condições de trabalho.
Realizado cinco anos depois do estudo intitulado "De que vivem os jornalistas?", o novo levantamento constata o agravamento de situações que já despontavam nos resultados anteriores. A nova pesquisa inclui ainda 1290 comentários e entrevistas com profissionais da área.
Entre as constatações feitas está o fato que questões ligadas à remuneração ocupam a principal preocupação para os profissionais da área. Atualmente, 52% dos profissionais têm contrato permanente, índice 6% inferior ao de 2013. Em contrapartida, a porcentagem de freelancers subiu de 28% para 42%. Outros 17% dos entrevistados responderam combinar situações diversas, índice que era de 12% há cinco anos.
Apesar de a renda anual dos profissionais ter se mantido dentro dos mesmos parâmetros entre as duas enquetes, as condições não são as mais animadoras. Cerca de 11% recebem um valor inferior ao piso da categoria e 28% não ultrapassa 20 mil euros de renda anual.
E entre os trabalhadores que não têm emprego permanente os índices são ainda maiores, respectivamente 23% e 51%. O resultado disso, demonstra a pesquisa, é que o exercício de atividades fora do jornalismo faz parte da rotina de 26% dos participantes registrados e 41% entre os que não têm vínculo fixo.
O levantamento aborda ainda condições de trabalho, estresse, falta de segurança e outras questões ligadas ao exercício da profissão. A pode ser acessada no site da Scam.
No Brasil, um estudo recentemente realizado pelo Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), da Escola de Comunicações e Artes da USP, constatou que marcam o perfil de novas organizações jornalísticas em São Paulo.





