Pesquisa aponta que internautas pagariam pequenas quantias por conteúdo online
Pesquisa aponta que internautas pagariam pequenas quantias por conteúdo online
Uma pesquisa feita pelo The Boston Consulting Group (BCG), consultoria especializada estratégia e gestão empresarial, mostra que a maioria dos internautas pagariam pequenas quantias por conteúdo online. Foram entrevistadas cerca de 5 mil pessoas em nove países, e os valores apontados variam entre US$ 3 mensais nos Estados Unidos e Austrália e US$ 7 mensais na Itália.
Entre as informações que mais interessam os consumidores, estão as notícias. 67% dos entrevistados têm interesse em notícias exclusivas, como informações locais; 63% dos entrevistados têm interesse em cobertura especializada e 54% em informações oportunas, como serviço contínuo de últimas notícias.
O levantamento mostra, ainda, que os consumidores estão mais dispostos a pagar por notícias online fornecidas por jornais do que por outras mídias, como televisão ou portais, pois não estão interessados em conteúdos que estejam disponíveis, e de forma gratuita, em uma ampla rede de sites.
John Rose, sócio sênior do BCG em Nova York e líder global da prática de Mídia da empresa, afirma que a boa notícia é que os consumidores estão de fato dispostos a pagar pelo acesso a conteúdos exclusivos. A má notícia é que não querem pagar muito. "Porém, acumulados, esses pagamentos podem compensar de um a três anos de declínio previstos na receita com propaganda", diz o executivo.
A pesquisa indica que surgirão diversos modelos híbridos para acessar notícias e conteúdo. 52% dos consumidores de notícias sobre negócios nos Estados Unidos estariam interessados em um pacote de assinatura impressa e online. "Os jornais precisam começar a testar a modalidade de conteúdo online pago. Será preciso um processo de tentativa e erro, até descobrir o que realmente funciona", declarou Marc Vos, sócio do BCG baseado em Milão.
Feita via web durante o mês de outubro, a pesquisa ocorreu nos Estados Unidos (1.006 pessoas), Alemanha (1.006), Austrália (529), França (510), Reino Unido (506), Espanha (505), Itália (504), Noruega (259) e Finlândia (258). Os entrevistados foram divididos igualmente entre homens e mulheres e por quatro faixas etárias.
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