Pesquisa aponta que 18 jornalistas foram mortos na América Latina e Caribe em 2016
Um levantamento da Comissão Investigadora de Atentados contra Jornalistas da Federação Latino-americana de Jornalistas (Ciap-Felap), a
Atualizado em 04/07/2016 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um levantamento da Comissão Investigadora de Atentados contra Jornalistas da Federação Latino-americana de Jornalistas (Ciap-Felap) aponta que 18 profissionais de imprensa de cinco países da e do Caribe foram mortos no exercício da profissão somente no primeiro semestre de 2016.
Crédito:Reprodução João Valdecir de Borba, Lucía Suánez e Elidio Ramos estão na lista de jornalistas mortos em 2016
De acordo com o portal Kaos en la red, nove assassinatos ocorreram no México, cinco na Guatemala, um no Brasil, um em El Salvador e um na Venezuela. Um jornalista mexicano morreu nos Estados Unidos.
A pesquisa indica que a morte desses profissionais se relaciona com poderes do Estado, num continente governado por suas elites corporativas em colaboração com uma classe política caracterizada por corrupção.
O estudo lembra da morte do jornalista brasileiro João Valdecir de Borba, locutor da Radio Difusora AM, de São Jorge do Oeste, localizada no sudoeste do Paraná. Ele foi rendido por criminosos, que o levaram para o banheiro da emissora, onde foi baleado.
O profissional havia pedido para deixar a cobertura de crimes. Quando fez o pedido, Valdão, como era conhecido, não relatou ameaças ou justificou o motivo, mas a direção da rádio aceitou e, desde então, ele trabalhava em três programas musicais.





