Pesquisa aponta má qualidade da banda larga no Brasil

Pesquisa aponta má qualidade da banda larga no Brasil

Atualizado em 16/09/2008 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

As universidades norte-americanas de Oxford e de Oviedo fizeram pesquisa, sob encomenda da Cisco, em que analisaram a qualidade da internet de banda large em 42 países. Tendo como base o resultado de oito milhões de testes feitos pelo site - que verifica a qualidade deste tipo de conexões para consumidores -, o estudo classificou o Japão em primeiro lugar e o Brasil na 38º posição, à frente somente de Chipre, México, China e Índia.

"O Brasil está pior do que a gente gostaria", disse Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil. Especificamente para a ocasião, foi criado um índice de qualidade de banda larga que considera as velocidades de download (recebimento de dados), upload (envio de dados) e a latência (tempo que um pacote de dados leva da fonte ao seu destino). O preço do serviço e a densidade de usuários não foram levados em conta.

Segundo publicação da Agência Estado, o Brasil fez 13 pontos no índice, na escala que vai de zero a 100. Os pesquisadores responsáveis pela pesquisa afirmaram que o país precisa ter, no mínimo, 35 pontos para que seus internautas possam fazer um uso adequado dos aplicativos que existem atualmente na Internet, de sites de vídeos a troca de arquivos. "A qualidade média da banda larga brasileira está bem aquém do necessário para a web atual", disse Ripper.

No caso de novos aplicativos para a Internet, como vídeos em alta definição, seriam necessários 75 pontos - Espanha, Itália e Reino Unido ficaram abaixo dos 35 pontos. Sobre a alta pontuação do Japão, o executivo entrevistado pela Agência Estado acredita que "por ser o único país com qualidade adequada, talvez as novas aplicações venham de lá". Os Estados Unidos, com pouca expressão, alcançou o 16º lugar, na frente da Rússia. A surpresa da lista, segundo os especialistas, foi a boa colocação de países do Leste Europeu, como Letônia (4º), Lituânia (7º) e Eslovênia (10º).

A qualidade da conexão rápida depende da infra-estrutura das empresas. A maioria dos contratos de banda larga no Brasil garante somente 10% da velocidade contratada, sendo que, algumas vezes, o usuário não consegue sequer essa quantidade. Segundo Ripper, a melhora pode ser conseguida com clientes mais educados e mais maduros e com informações mais transparentes por parte dos provedores de serviço, o que pode ser conseguido por meio de regulamentação.

A notícia acompanha um outro estudo, também apoiado pela Cisco, que apontou que a base de assinantes da banda larga no país chegou a 10,04 milhões em junho, um aumento de 48% sobre o mesmo período de 2007. "Isso mostra só o aumento da densidade, não dá uma foto completa da situação da banda larga", disse Ripper.

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