Personalidades lusas entregam manifesto contra acordo da língua portuguesa

Personalidades lusas entregam manifesto contra acordo da língua portuguesa

Atualizado em 03/06/2008 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Um grupo de personalidades do meio cultural entregou, na última segunda-feira (2), ao presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, um manifesto contra o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre Portugal e suas ex-colônias, incluindo o Brasil, com 45 mil assinaturas e nove relatórios de especialistas.

O poeta e escritor Vasco Graça Moura, que liderou o grupo, disse que todos os textos dos especialistas são contra o acordo. Entre os relatórios estão três opiniões inéditas e um texto do historiador Vitorino Magalhães Godinho.

Em meio a grande polêmica em Portugal, principalmente no que diz respeito às supostas concessões feitas no português falado no Brasil, em 16 de maio, o Parlamento português aprovou o segundo protocolo do Acordo Ortográfico.

O propósito do texto, oficialmente partilhado por todos os países onde se fala português, é o de padronizar o uso de uma língua que é falada por mais de 200 milhões de pessoas, a maioria deles brasileiros.

O acordo ortográfico gerou protestos de intelectuais, políticos, professores e editores de Lisboa por unificar as variações da língua portuguesa e as notáveis diferenças existentes nos países onde ele é falado, especialmente no Brasil e em Portugal.

Vasco Moura disse que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas ninguém sentiu necessidade e urgência de aplicá-lo até que alguém resolvesse "tirá-lo do limbo onde estava".

O protocolo aprovado pelo Parlamento luso estabelece a entrada em vigor do texto no primeiro dia do mês seguinte à data de sua ratificação por Portugal e pelos Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que ainda não o tinham aprovado.

No entanto, não faltaram personalidades e autoridades que são a favor do acordo, defendendo que a nova norma contribui para afirmação em nível internacional da língua portuguesa e põe fim ao uso de várias ortografias de um mesmo idioma.

Com informações da Efe

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