Personagens de novela inspiram a escolha de nomes de batismo no Brasil
Personagens de novela inspiram a escolha de nomes de batismo no Brasil
Dados da pesquisa "Novelas e Fertilidade: Evidências do Brasil" revelam que as novelas influenciam as pessoas, que vivem em áreas cobertas pelo sinal de emissoras de TV, a batizarem seus filhos com os nomes de personagens, comprovando que a televisão tem papel importante nas decisões familiares.
A bióloga Lia Sandra Haas, 45, comprova os resultados. Ela decidiu batizar a filha como "Aurora" baseada na novela Terra Nostra, exibida pela Rede Globo em 2000. "Aurora foi o nome que Paola, personagem da atriz Maria Fernanda Cândido, deu à filha. A cena do nascimento foi tão mágica, tão bonita, que me encantou". Embora tenha recebido apoio do marido, o engenheiro Ronaldo Haas, de 46 anos, Lia conta que enfrentou resistência de familiares. "Tanto meus pais quanto os de Ronaldo foram contra, de início, por considerar um nome muito antiquado", revela.
"Eles queriam algo mais comum, mas nós fizemos pé firme. Hoje, a Aurora é referência na família e na escola. Todo mundo adora o nome, inclusive ela", diz.
Segundo a pesquisa, as novelas mexicanas exibidas pelo SBT não têm impacto significativo no comportamento do brasileiro porque, de acordo com os autores, o telespectador não se sente representado nesse tipo de programa.
"O que importa não é o simples fato de assistir à televisão, e sim assistir a um tipo de programa - novela - com o qual o espectador possa estabelecer uma relação direta com as situações retratadas", diz um trecho do estudo.
A pesquisa conclui que, numa sociedade cujo nível de instrução é relativamente baixo e a circulação de jornais é limitada, a televisão desempenha papel crucial na difusão de informações, que poderia ser usado por aqueles que planejam as políticas públicas para levar importantes mensagens ao povo, como as formas de prevenir a aids.
"O fato de que há sempre interesses corporativos, e muitas vezes políticos, por trás da programação das emissoras comerciais, reforça a tese de que a televisão pública deveria sempre existir. Mas esta também pode ser tendenciosa, e quase sempre é", analisa Alberto Chong. "Nosso objetivo, no entanto, era simplesmente apontar, de forma imparcial, o potencial da TV de prestar um serviço de utilidade pública", completa.
Com informações do Estadão
Leia mais






