Perseguido, jornalista que revelou morte de promotor argentino se refugia em Israel
Pachter explicou que foi perseguido por suspeitos e considerou necessário abandonar o país
Atualizado em 26/01/2015 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista Damián Pachter, do jornal Buenos Aires Herald , decidiu deixar a Argentina no último sábado (24/01) rumo a Israel,após relatar ser perseguido. Ele foi o primeiro a revelar a morte do promotor Alberto Nisman, no dia 18 deste mês.
Crédito:Reprodução/Facebook Damian Pachter recebeu ameaças do governo argentino e se refugiou em Israel
A informação foi publicada pelo Fórum de Jornalismo Argentino (Fopea), em sua no Facebook. "Fopea informa que o jornalista Damián Pachter deixou o país porque temia por sua segurança". A entidade disse ainda que .
No último domingo (25/01), o próprio jornalista informou em seu que está a salvo em Tel-Aviv. "Obrigado a todos. Em breve nos falamos. Dami", . Em um artigo no site de notícias , ele detalha sua fuga.
“Argentina se tornou um lugar escuro liderado por um sistema político corrupto. Eu ainda não me dei conta de tudo que aconteceu comigo nas últimas 48 horas. Eu nunca imaginei que meu retorno para Israel seria assim”, diz ele no texto.
O jornalista diz ainda que não sabe se quer voltar para a Argentina. Segundo ele, o governo está publicando informações erradas sobre ele nas redes sociais. Além disso, alegou que um jornalista da BBC o informou que a agência estatal havia publicado uma nova reportagem sobre a morte de Nisman com "erros graves" e citou um suposto tuíte que ele nunca escreveu.
Patchter noticiou a morte do promotor em uma rede social, três horas antes de o fato ser confirmado oficialmente. "Encontraram o promotor Alberto Nisman no banheiro de sua casa em Puerto Madero sobre uma poça de sangue", publicou.
Nisman foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias ainda desconhecidas, com um tiro na têmpora, poucos dias após denunciar a presidente Cristina Kirchner e seus colaboradores por uma suposta tentativa de acobertar terroristas iranianos. Eles teriam sido responsáveis pelo ataque contra a associação israelita Amia, em 1994, no qual 85 pessoas morreram.
Ele deveria apresentar na segunda-feira (19) a deputados sua denúncia e supostas provas contra a presidente e o chanceler argentino, Héctor Timerman.
Ao portal "Infobae", o jornalista esclareceu que deixava o país porque sua vida corria perigo. "Desde que começou tudo isto, uma fonte próxima, confiável há anos e que sabe se movimentar no mundo da inteligência, vem me dando indiretas. Não sei desde quando começaram a me seguir. Não vou contar nada ainda, mas sim posso dizer que recebi uma mensagem do Estado que eu entendi como uma mensagem para mim, logo fui checar e efetivamente foi assim", disse.
Crédito:Reprodução/Facebook Damian Pachter recebeu ameaças do governo argentino e se refugiou em Israel
A informação foi publicada pelo Fórum de Jornalismo Argentino (Fopea), em sua no Facebook. "Fopea informa que o jornalista Damián Pachter deixou o país porque temia por sua segurança". A entidade disse ainda que .
No último domingo (25/01), o próprio jornalista informou em seu que está a salvo em Tel-Aviv. "Obrigado a todos. Em breve nos falamos. Dami", . Em um artigo no site de notícias , ele detalha sua fuga.
“Argentina se tornou um lugar escuro liderado por um sistema político corrupto. Eu ainda não me dei conta de tudo que aconteceu comigo nas últimas 48 horas. Eu nunca imaginei que meu retorno para Israel seria assim”, diz ele no texto.
O jornalista diz ainda que não sabe se quer voltar para a Argentina. Segundo ele, o governo está publicando informações erradas sobre ele nas redes sociais. Além disso, alegou que um jornalista da BBC o informou que a agência estatal havia publicado uma nova reportagem sobre a morte de Nisman com "erros graves" e citou um suposto tuíte que ele nunca escreveu.
Patchter noticiou a morte do promotor em uma rede social, três horas antes de o fato ser confirmado oficialmente. "Encontraram o promotor Alberto Nisman no banheiro de sua casa em Puerto Madero sobre uma poça de sangue", publicou.
Nisman foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias ainda desconhecidas, com um tiro na têmpora, poucos dias após denunciar a presidente Cristina Kirchner e seus colaboradores por uma suposta tentativa de acobertar terroristas iranianos. Eles teriam sido responsáveis pelo ataque contra a associação israelita Amia, em 1994, no qual 85 pessoas morreram.
Ele deveria apresentar na segunda-feira (19) a deputados sua denúncia e supostas provas contra a presidente e o chanceler argentino, Héctor Timerman.
Ao portal "Infobae", o jornalista esclareceu que deixava o país porque sua vida corria perigo. "Desde que começou tudo isto, uma fonte próxima, confiável há anos e que sabe se movimentar no mundo da inteligência, vem me dando indiretas. Não sei desde quando começaram a me seguir. Não vou contar nada ainda, mas sim posso dizer que recebi uma mensagem do Estado que eu entendi como uma mensagem para mim, logo fui checar e efetivamente foi assim", disse.





