Perito em independência
Perito em independência
Há 20 anos, Boris Casoy estreou um modelo que marcou o telejornalismo brasileiro e lhe conferiu a marcante credibilidade que carrega aonde quer que vá
Boris Casoy recebeu a reportagem de IMPRENSA no dia 9 de outubro, Yom Kipur no calendário hebreu. Logo se vê, portanto, que o jornalista não é judeu praticante, uma vez que essa é uma tradicional data de orações e jejum. À parte disso, Casoy deixa claro que respeita os costumes sagrados, considera- os "importantes". Suas raízes familiares talvez neguem um perfil mais agnóstico que aparenta ter, mas esse distanciamento respeitoso da religião reflete, certamente, sua característica básica também como jornalista: a independência.
Poucos colegas, das mais diversas gerações e redações, podem se orgulhar de uma quase unanimidade como essa. Foi uma construção lenta e recente. Ainda jovem, estudante de direito, a revista Cruzeiro o relacionou a um grupo de extrema-direita, numa história bastante rasa e já antiga, mas que o marcou anos a fio. Casoy passou por rádios como a Santo Amaro e a Eldorado, trabalhou para o governo como assessor de imprensa e assumiu funções editoriais na Folha de S.Paulo, em seções como "Política" e "Painel" - e depois como diretor de redação -, sempre com esse estigma.
Leia entrevista completa na edição 240 de IMPRENSA






