Periodistas Social Club

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Atualizado em 05/01/2011 às 16:01, por Luiz Gustavo Pacete Enviado a Havana.

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Desde 1959, data que marcou o fim do governo de Fulgêncio Batista e o êxito da revolução encabeçada por Camilo Cienfuegos, Che Guevara, Fidel e Raúl Castro, Cuba não vivia um ano tão intenso. Em 2010, o 52º ano da revolução, o arquipélago caribenho de 11 milhões de habitantes foi marcado por eventos determinantes para seu futuro. Começando pela morte de Orlando Zapata em 23 de fevereiro, após 85 dias de greve de fome. Um dia depois, o psicólogo e fundador da Agência Cubanacan Press, Guillermo Fariñas, deu início a uma nova greve em favor da libertação de ativistas políticos, terminada em julho, após 135 dias. Ele está entre os melhores exemplos de jornalistas independentes que têm intensificado um processo arriscado e irreversível de enfretamento aberto da censura cubana. Após anos de uma guerra emudecida e aparentemente ineficaz, essa movimentação tem finalmente rendido frutos.