Perfil: Silvio Lancellotti conta como foi parar, por acaso, na equipe que fundou a "Veja"

Foi por medo de virar patrimônio da Prefeitura de São Paulo que Silvio Lancellotti descobriu sua vocação jornalística. Ele se deu conta de que poderia se tornar obsoleto quando trabalhava como arquiteto na gestão do prefeito Faria Lima, em 1967, ao presenciar um funcionário colando placas de identificação nas mobílias do escritório.

Atualizado em 07/11/2012 às 18:11, por Luiz Gustavo Pacete*.

“Incomodava pensar que eu poderia envelhecer ali, assim como a cadeira e os armários.”

Pablo Sousa Após o estalo, em viagem ao litoral paulista, aproveitou para comprar algumas revistas e se deparou com um anúncio da Realidade que buscava “jovens diplomados em universidade com conhecimento em dois idiomas e que desejassem mudar de vida”. Mudar de vida. Essa seria a parte do anúncio que mais chamaria a atenção do jovem arquiteto.
Com seu estilo nada convencional, ele correspondeu ao anúncio com uma carta autobiográfica e uma caricatura própria desenhada em cores psicodélicas. O destino era a editora Abril, que começava a preparar um projeto editorial para substituir a Realidade. “Na época, Luis Carta, irmão de Mino Carta, leu meu texto e me chamou. Disse que eu era um ‘puta chato’. Para ele, alguém que escrevia com tantos detalhes só poderia ser um pentelho.”

*Com Luiz Vassallo
Leia o perfil completo na edição de setembro (283) de IMPRENSA.