Perfil: impressões de Playboy

Perfil: impressões de Playboy

Atualizado em 12/04/2009 às 02:04, por Redação revista Imprensa.

Edson Aran, diretor de redação da Playboy , nos recebeu em seu escritório na redação da revista, num dia de sol do final do verão. Além de conversarmos na sala dele, o papo de estendeu para o restaurante e para o café do prédio da Abril, em São Paulo. Durantes as 4 horas em que ficamos por lá, Aran nos contou sobre sua infância, sua carreira profissional e a Playboy , onde está há três anos. Tanta conversa resultou em 12 páginas de entrevista transcrita. Obviamente o espaço limitado do impresso não permitiu que colocássemos alguns detalhes curiosos em seu perfil da edição 244, do mês de abril da revista IMPRENSA. Parte da conversa que não foi para a revista pode ser conferida por meio das aspas reproduzidas a seguir:

"Para um cara com o meu perfil profissional, chegar na Playboy é o máximo. Não imaginei um dia que seria diretor da Playboy . Não sei se teria alguma coisa mais divertida para fazer. Acho que se eu fosse fazer alguma outra coisa seria uma coisa minha, eu teria que inventar."

"Estamos com uma venda média de 200 mil exemplares. Maior masculina do Brasil, da América Latina, segunda maior Playboy do mundo. Ela é uma revistona apesar de não vender mais como vendia nos anos 90. O ápice foi a Playboy com a Feiticeira, que vendeu 1,3 milhão. A Tiazinha vendeu mais de 1 milhão. Quando vai vender 1 milhão de novo? Nunca mais. Não dá para combinar economia, plano real, as pessoas sentirem que o dinheiro tinha valor, sem internet e um período mais liberal da sociedade. Agora, Adriane Galisteu vendeu 800 mil, acho que não é impossível chegar nesse número hoje."

"Só a Playboy brasileira é orientada por celebridades, as outras não [a revista é publicada em outros 27 países]. Todas as outras seguem a americana, que é o estilo girl next door. A gente precisa de celebridade. Acho até que a celebridade instantânea é mais o negócio da Playboy . Para mim, o negócio é esse há muito tempo."
"Tenho um filho de seis anos, o Lucas. E ele sabe onde eu trabalho. Outro dia ele virou para uma coleguinha lá da escola e falou: 'vou colocar você na Playboy '. Tranquilo."

"Receber fotos de mulheres [na redação da revista] é normal. A gente recebe por e-mail, por carta. No Orkut ainda tem mais meninas bonitas do que a gente recebe aqui. Já usamos essas meninas em gatas e coelhinhas. Não importa de que jeito a menina chega na redação, se ela é 'legal', segue o processo normal."

"Tem umas loucas que se preparam para posar. A Carol [Castro] começou a malhar feito uma maluca para ser capa. Eu adoro o ensaio dela. Algumas meninas surtam, outras não. A gente fez um especial com a Nana Gouvêa que ficou maravilhoso, o melhor ensaio da Nana na carreira dela. E ela não está nem aí: chega, tira a roupa e tchau."

"A Priscila dessa edição do BBB a gente quer muito. Eu acho que a Priscila é a nova [Mulher] Melancia. Eu acho que a Priscila vai ser a grande capa esse ano."